terça-feira, 13 de fevereiro de 2018
Projeto Flórida (2017)
Fazia umas duas semanas que comecei a assistir “Projeto Flórida” e não consegui terminar de assisti-lo de tão irritante que o filme se mostrou. Isto porque as crianças presentes na história são tão mal educadas e desrespeitosas, que tornaram o filme inoportuno de se ver. Bem, eram crianças sendo crianças.
Tive que terminar de vê-lo, e o fiz. E posso afirmar que “Projeto Flórida” é um filme que vale a pena. A história é uma crítica social que se passa do lado de fora do paraíso, aqui representado pela Disney. O filme retrata a vida de três crianças que não vivem no mundo de sonhos daquelas que frequentam o parque de diversões e tem seu foco na pequena Moonee, que vive com sua mãe em um apartamento de motel próximo ao parque.
A mãe de Moonee a ama incondicionalmente e faz o possível para pagar o aluguel do quarto e sustentar a filha, mas sua situação financeira piora e a única saída que encontra é se prostituir. Quando passa a fazer isto, é denunciada ao conselho tutelar pela mãe de uma das outras crianças. A cena em que o conselho tenta tirar Moonee de sua mãe é de cortar o coração. “Projeto Flórida” é um filme repleto de crítica social.
Nomeado ao Oscar de Ator Coadjuvante (Willem Dafoe).
(The Florida Project - 2017)
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Trama Fantasma (2017)
Em seu oitavo longa, Trama Fantasma, o diretor norte-americano Paul Thomas Anderson assinala mais um marco numa trajetória que procura a originalidade e a surpresa. Retratando um estilista obcecado pela perfeição (Daniel Day-Lewis) que persegue, em cada vestido, uma espécie de superação pessoal, a história espelha o cineasta em cada um de seus instigantes filmes – entre os quais se contam Boogie Nights, Magnólia, Sangue Negro e O Mestre.
Há um romance costurado à trama, mas ele é intensamente dark, quase um duelo, a princípio desigual, entre o poderoso estilista Reynolds Woodcock (Day-Lewis) e a ex-garçonete Alma (Vicky Krieps). Um caso que começa, para ele, como todos os outros, com seu envolvimento com uma mulher que ele transforma em modelo de suas criações, musa, amante e, finalmente, descarta, como uma roupa que não serve mais.
O intricado funcionamento desta teia emocional, tanto quanto da Casa Woodcock, a preferida entre ricas e famosas na Londres de 1950, é manejado pela irmã de Reynolds, Cyril (Lesley Manville), a única mulher que o faz eventualmente abaixar o olhar. Assim, ao ocupar seu novo lugar na casa, Alma tem que enfrentar não um, mas dois Woodcocks de espírito metálico.
Nada indica que ela esteja preparada para o que vem a seguir. Afinal a bela moça, de origem modesta, viu-se capturada no que parece um conto de fadas, tornando-se modelo das sofisticadas criações do designer famoso, frequentando ambientes sofisticados que nunca estiveram ao seu alcance. Mas há todo um outro lado obscuro que demanda nada menos do que a total sujeição de sua vontade.
O roteiro, mais uma vez da autoria de Anderson, apóia-se em conceitos como o de apetite, destacando a voracidade de Reynolds numa mesa de café da manhã como a primeira característica de que a então garçonete Alma terá de desincumbir-se. A fome de Alma, no entanto, viaja em direções diferentes de Reynolds e ela não tarda a ferir-se nos múltiplos espinhos de seu temperamento egocêntrico, duro, de escasso afeto e flexibilidade.
Outro dado importante é a figura materna que, no caso de Reynolds, significa a presença fantasma de que fala o título, uma mulher que, no passado, ensinou o ofício ao filho e tornou-se objeto de uma de suas primeiras criações, um vestido de noiva que encerraria sua viuvez e passou a integrar, por sua vez, a singular mitologia que move as fantasias deste criador, inegavelmente talentoso.
A fina escrita do roteiro materializa-se numa série de olhares e situações não-verbais, como a chegada das costureiras à casa Woodcock, sua afinação nas inúmeras tarefas, como uma orquestra que obedece aos movimentos de um maestro um tanto tirânico, dado a repentes, na verdade previsíveis.
É singular, por exemplo, a cena de outro café da manhã, em que Alma, já integrada à família, torna-se alvo da raiva de Reynolds pelos sons produzidos ao passar manteiga na torrada ou derramar seu chá na xícara. Afinal, a ideia de controle do estilista começa pelo silêncio que ele impõe à sua volta para que sua mente privilegiada possa viajar sem obstáculos.
Se é previsível a rebelião de Alma a tornar-se mais um fantoche nas mãos deste manipulador de vontades, não o são os caminhos pelos quais ela é capaz de expressá-la – e aí está um dos maiores prazeres deste roteiro, que estende suas ambições com um rigor que procura a elegância de um Luchino Visconti ao mesmo tempo que é capaz de tocar um mundo de pulsões subterrâneas com o qual Alfred Hitchcock foi capaz de alcançar suas maiores profundezas. Não por acaso, estas duas vertentes são entrelaçadas pela sofisticação do trabalho do figurinista Mark Bridges (vencedor do Bafta), do montador Dylan Tichenor e do compositor Jonny Greenwood, que assina a trilha que, embora quase onipresente, ajusta-se de maneira orgânica às emoções da narrativa.
Trama Fantasma recebeu seis indicações ao Oscar: melhor filme, direção, ator (a sexta para Day-Lewis, detentor de três estatuetas e que anuncia que este é seu último filme), atriz coadjuvante (a magnífica e versátil Lesley Manville), trilha original (Jonny Greenwood) e figurino (Mark Bridges), vencendo apenas na última. Não teria caído mal uma indicação à surpreendente atriz luxemburguesa Vicky Krieps, que brilha em sua primeira grande oportunidade no cinema e foi lembrada apenas em premiações de associações de críticos, como Boston e Chicago.
Nomeado ao Oscar de Melhor Filme, Direção (Paul Thomas Anderson), Ator (Daniel Day-Lewis), Atriz Coadjuvante (Lesley Manville) e Trilha Sonora. Vencedor do Oscar de Figurino.
(Phantom Thread - 2017)
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sábado, 10 de fevereiro de 2018
O Reino de Deus (2017)
Primavera em Yorkshire, no Reino Unido: um jovem fazendeiro de ovelhas prefere se isolar e entorpecer suas frustrações diárias com bebedeiras e sexo casual. Porém, a chegada de um trabalhador migrante romeno, empregado para a estação de parto, acende uma relação intensa que coloca o rapaz em um novo caminho.
(God's Own Country - 2017)
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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
Todo o Dinheiro do Mundo (2017)
O filme resgata o drama do jovem John Paul Getty III (Charlie Plummer), de 16 anos, que é sequestrado nas ruas de Roma, em 1973. Seus sequestradores esperam receber milhões de seu avô (Christopher Plummer), mas ele, desde o início, recusa-se publicamente a qualquer negociação – exibindo, não se sabe se frieza ou um sangue-frio cínico, quando declara que tem 14 netos e não gostaria de estimular esse tipo de chantagem.
De sua parte, a mãe do rapaz, Gail Harris (Michelle Williams), não tem como manter a mesma calma. Separada do filho de Getty e arrancando da família penosamente a guarda de seus três filhos – abrindo mão de bens e pensão para si mesma -, ela se empenha em tentar dobrar o bilionário ex-sogro para salvar a vida do filho, que passaria longos meses nas mãos de seus captores.
A trama centra-se na batalha da mãe para arrancar o dinheiro do ex-sogro, que ela mesma não tem como levantar, enquanto ele, por sua vez, se esforça por todas as maneiras para escapar das pressões. Quando o sequestro se arrasta e fica claro que não se trata de nenhuma brincadeira do garoto – como em determinado momento se chega a suspeitar -, entra no jogo Fletcher Chase (Mark Wahlberg), um ex-funcionário da CIA que realiza trabalhos de segurança para o velho Getty e pode ser útil por sua experiência em negociações difíceis em ambientes turbulentos, como o Oriente Médio.
No cativeiro, o jovem tem como uma de suas poucas vantagens um pouco de solidariedade de um de seus captores, Cinquanta (interpretado com personalidade pelo francês Romain Duris). Ainda que se conheça o desfecho real da história, o andamento do filme guarda componentes eletrizantes, já que reproduz em detalhes a situação de vulnerabilidade vivida pelo refém.
De todo modo, a história serve também para criar uma reflexão sobre a peculiaridade do mundo dos muito ricos, como Getty, que parecem não pertencer à mesma esfera que os mortais comuns. De certo modo, não mesmo, mas a interpretação de Plummer garante que este personagem não se torne caricato, mesmo nos momentos em que parece mais implacável.
Nomeado ao Oscar de Ator Coadjuvante (Christopher Plummer).
(All the Money in the World - 2017)
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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
Doentes de Amor (2017)
Às vezes, podemos enxergar o amor como uma doença. Este sentimento nos causa angústia, dor, tristeza e o mais irônico disto tudo é que seu antídoto se encontra na própria doença: no amor. Só um amor correspondido pode curar os sintomas do amor.
“Doentes de Amor” é a verdadeira história de amor do paquistanês Kumail e da norte-americana Emily. Quando estavam se conhecendo e se apaixonando, o casal passou por controvérsias causadas por suas diferenças cultural e religiosa. Além disto, Emily entrou em coma, o que deixou Kumail abalado.
Durante o tempo que Emily esteve hospitalizada, Kumail não saiu de seu lado, o que o aproximou dos pais dela. No entanto, quando Emily acordou, ela o rejeitou, o que causou uma tremenda dor no coração do jovem paquistanês.
O filme tem sua narrativa alongada e é um tanto seco, apesar de seus momentos cômicos causados pelo multiculturalismo dos personagens. Mesmo assim ele se torna cansativo de ser visto. Perdi muitas vezes a atenção enquanto o assistia.
Nomeado ao Oscar de Roteiro Original.
(The Big Sick - 2017)
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Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississippi (2017)
"Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississipi" nos trás a história de duas famílias, os McAllan e os Jackson. A primeira família, branca, já a segunda, negra. Ambas fazendeiras e cada uma com um membro da família lutando junto com o exército norte-americano na Segunda Guerra Mundial.
Apesar do cenário geral ser igual sob as duas famílias, os Jackson são vítimas do preconceito racial. São inferiorizados pelos brancos a todo momento, apesar de muitas vezes serem melhores do que estes.
Tudo piora quando os dois rapazes que estavam lutando na Europa retornam para casa e se tornam amigos. Essa amizade não é aceita e o rapaz negro é aquele que mais sofre as consequências.
Nomeado aos Oscar de Atriz Coadjuvante (Mary J. Blige), Roteiro Adaptado, Fotografia e Canção Original (Mighty River).
(Mudbound - 2017)
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sábado, 20 de janeiro de 2018
Sem Fôlego (2017)
“Sem Fôlego” foi um filme que me desapontou. Imaginei uma história fantástica entre duas crianças de diferentes gerações e o que assisti foi uma história interminável e sem graça.
Ambas se aventuram por Nova York, buscando informações sobre suas famílias. No final as histórias se cruzam, mas não houve nada de fantástico nisso tudo.
(Wonderstruck - 2017)
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
O Touro Ferdinando (2017)
Normalmente eu assisto filmes quando estou sozinho em meu quarto, mas quando vou ao cinema, o que eu adoro, a experiência vai além da tela grande, pois ela se pauta nas diferentes reações dos expectadores. E as melhores reações são sempre as das crianças que assistem ao filme ao nosso lado.
Elas narram toda a história de seu modo, empolgam-se com o que estão vendo, interpretam de forma ingênua tudo que está na tela grande, prometem nunca mais comer carne quando vêem o touro quase sento abatido em um frigorífico. E quando o filme termina, elas querem que a história volte no início como se estivessem em casa assistindo a um DVD.
“O Touro Ferdinando” causa tudo isto em crianças e com certeza trará belos sentimentos nos adultos que irão assisti-lo.
Nomeado ao Oscar de Melhor Filme em Animação.
(Ferdinand - 2017)
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domingo, 14 de janeiro de 2018
A Forma da Água (2017)
Lembra da Amelie Poulain? Então, “A Forma da Água” me remeteu a todo o momento esta obra-prima francesa. Porém, não com o mesmo resultado.
Podemos substituir Amelie pela faxineira muda Elisa e seu amor Nino pelo monstro aquático. A fotografia em que a cor verde predomina também está presente em ambos os filmes e a trilha sonora tenta ser contagiante quanto aquela composta por Yann Tiersen para o filme francês. Apesar de toda a comparação, não se engane: Amelie Poulain se sobressai.
“A Forma da Água”, para mim, é um filme decepcionante, chato e sem nada de novo. Ainda gosto de Guillermo Del Toro, este diretor sempre será incrível por ter criado o fabuloso “O Labirinto do Fauno”. No mais, este filme será a grande decepção do Oscar 2018.
Nomeado a 13 Oscars: Melhor Atriz (Sally Hawkins), Ator Coadjuvante (Richard Jenkins), Atriz Coadjuvante (Octavia Spencer), Roteiro Original, Fotografia, Figurino, Edição de Som, Mixagem de Som e Edição. Vencedor do Oscar de Melhor Filme, Direção (Guillermo del Toro), Trilha Sonora e Direção de Arte
(The Shape of Water - 2017)
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domingo, 7 de janeiro de 2018
Uma Razão Para Viver (2017)
A todo o momento “Uma Razão para Viver” me remeteu ao filme “A Teoria de Tudo”. Além de serem histórias reais, ambos mostram mulheres fortes que lutam pelo amor de um homem doente.
A história de Robin e Diana Cavendish vale muito a pena ser vista. Não é apenas uma bela história de amor, mas uma história de superação e motivação. Quando Robin é diagnosticado com poliomielite, Diana não aceita que seu marido passe o resto de sua vida em um leito de hospital e assim o leva de volta para casa e adapta tudo a sua volta para que seu marido tenha uma vida melhor ao seu lado e ao lado de seu filho.
Ao mudar a condição de seu marido, Diana muda também a forma que pessoas que sofriam algum tipo de paralisia era vista pela sociedade. Assim, ela não só melhorou a vida de seu marido, como também a vida de muitas pessoas que antes viviam reclusas em um quarto.
Belo filme, bela história.
(Breathe - 2017)
Viva: A Vida é uma Festa (2017)
O que dizer desta fofura de filme?
“Viva: A Vida é uma Festa” é uma delicia de filme, tanto para adultos quanto para crianças. A história se passa no México, no dia dos mortos, com a família do pequeno Miguel. Este garotinho ama cantar e tocar seu violão, mas tudo em segredo, pois sua família aboliu a música de suas vidas.
Quando sua avó Imelda descobre que ele tem um violão, ela o destrói, impedindo que Miguel participe de um concurso musical em sua cidade. É então que o pequeno cantor tenta roubar o violão de um famoso cantor chamado Ernesto de La Cruz, que faleceu há muito tempo. Quando ele vai ao cemitério para roubar o instrumento é levado ao mundo dos mortos, onde encontra seus antepassados e entende o porquê de amar tanto a música, enquanto seus familiares a abominam.
A doutrina espírita está contida em todo o filme, mas não é só isso. “Viva: A Vida é uma Festa” fala sobre o amor, os laços familiares e a razão de sempre agradecer os antepassados. É um filme mágico e encantador.
Vencedor dos Oscar de Melhor Filme em Animação e Canção Original (Remember Me).
(Coco - 2017)
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O Artista do Desastre (2017)
Eu tenho um total preconceito com todos os trabalhos do ator James Franco. Mas tenho que admitir que o ator fez um excelente trabalho ao dirigir e atuar em “O Artista do Desastre”.
Este filme conta a história real do bizarro Tommy Wiseau e sua amizade com o aspirante ator Greg Sestero. Após mudarem-se para Hollywood em busca de trabalho e não conseguirem nada de maneira alguma, Wiseau tem a “brilhante” ideia de escrever, produzir e dirigir seu próprio filme: o hoje cultuado “The Room”.
“O Artista do Desastre” foca no período de produção e lançamento de “The Room”, um dos piores filmes já produzidos em todos os tempos, e principalmente na amizade bizarra dos dois atores, ambos interpretados pelos irmãos Franco. O filme rende boas gargalhadas e garanto que você irá terminar de assisti-lo com vontade de ver “The Room”.
Nomeado ao Oscar de Roteiro Adaptado.
(The Disaster Artist - 2017)
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terça-feira, 2 de janeiro de 2018
O Estranho que Nós Amamos (2017)
Quando um soldado das tropas inimigas aparece ferido na casa onde estão abrigadas sete mulheres de diferentes idades, tudo muda. Primeiro elas o temem, depois o garante todos os cuidados necessários para curar seus ferimentos, e assim passam a se sentirem seduzidas por ele.
Tudo parece correr bem até que o ciúme surge entre elas, e a desconfiança e insegurança brota na mente do soldado. Ele se sente intimidado e elas traídas, a relação entre eles se torna uma ameaça e a única saída para esta situação é uma medida extrema.
O filme não é o melhor de Sofia Copolla, mas apresenta um grande elenco e não é tão ruim assim de se ver.
(The Beguiled - 2017)
A Guerra dos Sexos (2017)
O longa ficcionaliza o jogo amistoso, em 1973, entre a tenista Billie Jean King (Emma Stone), uma das melhores do mundo da época, e Bobby Riggs (Steve Carell), que conheceu certa fama e vitórias antes mesmo de sua oponente nascer, mas transformou-se numa espécie de palhaço com piadas de mau gosto, além de assumidamente chauvinista. Billie Jean foi uma feminista assumida e uma de suas batalhas era para que as jogadoras de tênis ganhassem os mesmos salários e disputassem prêmios nos mesmos valores que os jogadores. Foi uma guerra árdua, conforme mostra o filme, que pende para o lado um tanto cômico, expondo especialmente o quão ridículo Riggs era.
O filme começa com Billie Jean conquistando o torneio o US Open de 1972, e descobrindo que a principal associação de tênis dos EUA anunciava um prêmio oito vezes maior para o campeonato masculino. Num ato de rebeldia, com ajuda de sua empresária, Gladys Heldman (Sarah Silverman), a esportista lança uma associação exclusiva para as tenistas a fim de melhorar as condições de trabalho. Sua batalha estava apenas começando.
Quando começa a se preparar para os primeiros jogos da liga feminina, Billie Jean conhece uma cabeleireira, Marilyn (Andrea Riseborough), com quem acaba se envolvendo e questionando muitas de suas escolhas. Ela acaba se assumindo lésbica – primeiro apenas para si mesma e o marido (Austin Stowell), que se mostra bastante compreensivo. Naquele momento de sua carreira e do mundo, seria sua destruição isto vir a público.
Billie Jean é feroz em sua luta por igualdade, mas também terna e assustada quando começa a descobrir o seu verdadeiro eu. A personagem não entra em cena para seduzir o homem dos seus sonhos – um diferencial, aliás, de muitas das protagonistas femininas de Hollywood – mas para fazer uma revolução.
(Battle of the Sexes - 2017)
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segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
Divinas Divas (2016)
Yes! Nós temos bananas! Bananas pra dar e vender!
Sim, elas tinham bananas! E a jovem atriz Leandra Leal, reuniu todas elas para contar como era fazer sucesso nos palcos do teatro Rival, no Rio de Janeiro, em plena ditadura militar.
Aqui estão reunidas Rogéria, Jane Di Castro, Valéria, Camile K, Fujika Di Halliday, Eloína dos Leopardos, Brigite Búzios e Marquesa. E todas elas, enquanto ensaiam um novo espetáculo para o palco do Rival, contam suas histórias e mostram para o mundo como não é nada fácil ser travesti no Brasil.
Um ótimo e essencial documentário. Parabéns Leandra Leal!
(Divinas Divas - 2016)
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