segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Rush: No Limite da Emoção (2013)
Trabalho é prazer ou obrigação? Essa pergunta, no fundo, é que pauta a rivalidade entre os pilotos de Formula 1 James Hunt (Chris Hemsworth) e Niki Lauda (Daniel Brühl), protagonistas de "Rush – No Limite da Emoção", filme que transita entre drama, ação e registro histórico. Dirigido por Ron Howard e roteirizado por Peter Morgan, o filme tenta ir além do mero registro de um tempo perdido no passado. A reconstrução histórica – especialmente do famoso acidente de Lauda em 1976 – é precisa, mas, em alguns momentos, o diretor, exagerado como sempre, desumaniza os personagens, transformando-os em heróis quase irreais.
Para o inglês Hunt, correr é puro prazer, o que inclui ganhar muito dinheiro, ir a festas, conquistar mulheres. Para o austríaco Lauda, é trabalho, e deve ser levado a sério. A história prova que o segundo estava correto, já que teve mais vitórias que seu rival. Rush investiga a vida desses corredores desde o princípio de suas carreiras – repletas de semelhanças. Ambos tiveram que romper com suas famílias ricas, que os desacreditavam, e construir suas carreiras sem ajuda financeira delas.
Vemos, então, a rivalidade desde seu surgimento até se tornar mais acirrada nas pistas. Essa, no entanto, é construída a partir dos paralelos e distanciamentos, que Howard e Morgan traçam das vidas dos protagonistas. Os dois pilotos se casam com modelos famosas: Hunt com Suzy Miller (Olivia Wilde) e Lauda, com Marlene Knaus (Alexandra Maria Lara). Porém, só um tem um casamento feliz e equilibrado. Não é surpresa que Lauda seja feliz com sua mulher, enquanto Hunt e Suzy vivam brigando, e, por fim, ela o troque pelo ator Richard Burton.
Nas pistas, os paralelos são mais comuns do que parecem, pois, ao ser tão diferentes, Lauda e Hunt são iguais em teimosia e ódio pelo rival – exatamente o que os une. Howard filma as corridas com precisão cirúrgica e concentra todas as forças nessas cenas. Os dramas dos personagens fora das pistas parecem quase uma desculpa para amarrar e/ou justificar as ultrapassagens e fechadas que acontecem nos circuitos. O Brasil tem um papel fundamental, e é mostrado pela via do clichê, como um lugar onde todos sambam – até sentados na arquibancada. O país está no filme porque a disputa entre os dois pilotos começou a ganhar contornos mais nítidos no autódromo de Interlagos.
Howard dirige com a precisão técnica que lhe é característica e, como de costume, também é capaz de carregar na sacarina. Não que seja sempre um defeito, ao falar de homens tão durões, amaciar o tom de vez em quando. O filme certamente funciona muito bem para os fãs da F-1 como também para os que não gostam de F-1.
(Rush - 2013)
domingo, 12 de janeiro de 2014
Trapaça (2013)
Richie DiMaso (Bradley Cooper) é um agente inescrupuloso que trabalha para o FBI e que obriga os trapaceiros Irving Rosenfeld e Sydney Prosser (Christian Bale e Amy Adams) a fazerem um servicinho sujo para ele. Infelizmente em nossa vida real, assim como no filme, não são apenas "trapaceiros" profissionais que estão envolvidos em golpes que prejudicam a toda uma sociedade, políticos também são criminosos e ganham muito dinheiro com isso.
Tudo aqui é tratado de forma cômica, sutil, onde poucos são punidos pelos seus crimes. Um bom filme, com uma história real que prejudica a muitos.
Nomeado a 10 Oscar: Melhor Filme, Ator (Christian Bale), Atriz (Amy Adams), Ator Coadjuvante (Bradley Cooper), Atriz Coadjuvante (Jennifer Lawrence), Figurino, Direção (David O. Russell), Edição, Direção de Arte e Roteiro Original.
(American Hustle - 2013)
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Vito (2011)
Este documentário nos apresenta a vida de Vito Russo, um ativista.
Inicialmente é contado como Vito documentou a forma que a homossexualidade foi retratada no cinema durante décadas, desde o cinema mudo até os anos 1980. Logo depois Vito participou de movimentos em que a questão da igualdade entre os homossexuais fosse debatida. Em seguida, quando Vito contrai o vírus HIV, esta se torna sua causa principal. Ele lutou contra o governo conservador norte-americano que pouco investia em pesquisas que visasse a cura da doença. Além disso, os homossexuais eram retratados como os principais, ou até mesmo os únicos portadores da doença, onde a Aids era chamada até mesmo de "câncer gay".
Vito Russo foi um bravo, um homem que eu desconhecia até assistir a este documentário.
(Vito - 2011)
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sábado, 11 de janeiro de 2014
12 Anos de Escravidão (2013)
Um Oscar negro. Caso os principais prêmios deste ano cheguem às mãos de seres humanos negros, nada me surpreenderá. Chiwetel Ejiofor é um grande ator que merece o prêmio, Steve McQueen é um diretor competente, Lupita Nyong'o me emocionou ao interpretar sua personagem. Além disso, o estreante Barkhad Abdi, também negro, concorre como coadjuvante por "Capitão Phillips". Todos negros, só não tivemos uma Atriz negra nomeada neste ano.
"12 Anos de Escravidão" é um soco no estômago. A escravidão aqui retratada não é nenhum pouco romântica, como mostrada nas novelas brasileiras. A violência, os abusos e as injustiças mostradas neste filme são tão reais que incomodam.
Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor) nasceu livre, é violinista e vive com sua família. Tem estabilidade financeira e é culto. Até que certo dia é sequestrado e passa a trabalhar como escravo em uma fazenda. Eu nunca havia ouvido falar em escravos sequestrados e esta história me comoveu.
Vale a pena ser vista por todos.
Vencedor de 3 Oscar: Melhor Filme, Atriz Coadjuvante (Lupita Nyong'o) e Roteiro Adaptado. Nomeado nas categorias de Melhor Ator (Chiwetel Ejiofor), Ator Coadjuvante (Michael Fassbender), Figurino, Direção (Steve McQueen), Edição e Direção de Arte.
(12 Years a Slave - 2013)
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Blue Jasmine (2013)
Todos os anos nesta época, procuro assistir aos filmes que serão indicados ao Oscar. Como a lista de indicados deste ano ainda não foi anunciada (conheceremos os indicados apenas no dia 16 de janeiro), comecei assistindo aos filmes que concorrem a algum prêmio do Globo de Ouro. Cate Blanchett foi indicada como Melhor Atriz e talvez seja nomeada nesta mesma categoria ao Oscar.
Concordo plenamente que a atriz está incrível como a socialite novaiorquina Jasmine, que falida, procura abrigo na casa de sua irmã adotiva Ginger (Sally Hawkins, nomeada ao Globo de Ouro como coadjuvante), que vive em São Francisco. A história é contata através de flashes que intercalam a atual situação de Jasmine em São Francisco com sua vida confortável em Nova York.
Infelizmente não achei nada original nesta história, pois em todo momento me recordei de "Um Bonde Chamado Desejo" ou "Uma Rua Chamada Pecado" (não importa a tradução que se deseja para o título em português da obra de Tennessee Williams). Onde Jasmine é Blanche, Ginger é Stella e Chili (Bobby Cannavale) é Stanley. Até mesmo a insanidade de Blanche é transferida para a personagem de Cate Blanchett.
Um bom filme com um roteiro nada original.
Vencedor do Oscar de Melhor Atriz (Cate Blanchett). Indicado nas categorias Atriz Coadjuvante (Sally Hawkins) e Roteiro Original (não acredito que Woody Allen foi indicado por plagiar "Um Bonde Chamado Desejo").
(Blue Jasmine - 2013)
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Maridos e Esposas (1992)
Ontem passei a noite ao lado de Woody Allen. Primeiro assisti a este filme "Maridos e Esposas" e logo depois assisti a "Blue Jasmine". Gostei dos dois.
O casal formado por Gabe e Judy (Woody Allen e Mia Farrow) tem seu relacionamento abalado quando o casal formado por seus amigos Jack e Sally (Sydney Pollack e Judy Davis) os informa que estão amigavelmente se divorciando. Inicialmente eles ficam incomodados com a separação de um casal que aparentemente era feliz, depois começam a rever seus conceitos de felicidade, até que passam a se relacionarem com outras pessoas e finalmente se divorciam. Enquanto isso, o casal que inicialmente se divorciaram fazem o trajeto contrário, reatando o relacionamento que no começo do filme havia terminado.
Aposto que vários casais que assistirem a este filme já vivenciaram algumas das situações aqui retratadas por Woody Allen. Um bom filme.
Nomeado ao Oscar de Atriz Coadjuvante (Judy Davis) e Roteiro Original.
(Husbands and Wives - 1992)
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Seinfeld - Quinta Temporada (1993)
Ao ver esta quinta temporada de "Seinfeld" me senti familiarizado com um de seus personagens. O baixinho, gordinho e de óculos George Costanza (Jason Alexander). George está desempregado e volta a morar com seus pais, que os deixa louco! Além disso está solteiro e sem sorte no amor... tinha como eu não me familiarizar?!
(Seinfeld - Season 5 - 1993)
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
O Hobbit: A Desolação de Smaug (2013)
Queria ter visto este filme na segunda-feira, mas como acabei por assistir o filme nacional, resolvi assisti-lo na quarta-feira. O primeiro filme "O Hobbit" me surpreendeu, enquanto esta continuação me cansou.
Um filme com quase 3 horas desnecessárias, com sequencias infinitas de cenas que poderiam ter a metade do tempo que teve. Além disso, não vale a pena ser visto em 3D, pois seus efeitos não fazem tanta diferença com esta tecnologia e apenas contribui para deixar o filme ainda mais exaustivo...
Nomeado aos Oscar de Edição de Som, Mixagem de Som e Efeitos Visuais.
(The Hobbit: The Desolation of Smaug - 2013)
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terça-feira, 7 de janeiro de 2014
De Olhos Bem Abertos: A América Latina nos Dias de Hoje (2009)
Este documentário aborda a realidade dos "governos de esquerda" que atualmente estão no poder na América do Sul.
Partindo do pressuposto abordado no livro "As Veias Abertas da América Latina" do uruguaio Eduardo Galeano, e com algumas entrevistas deste autor, aqui é feita uma análise dos governos de Rafael Correia no Equador, Lula da Silva no Brasil, Evo Morales na Bolívia e Hugo Chávez na Venezuela.
Um bom documentário para quem quer se informar sobre a nossa realidade e a de nossos vizinhos.
(Eyes Wide Open Exploring Today’s South America - 2009)
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Até que a Sorte nos Separe 2 (2013)
Segunda-feira e acabo de chegar do cinema. Queria ter visto "O Hobbit: A Desolação de Smaug", mas o convite foi para assistir a continuação da comédia nacional. Como há pouco já havia assistido ao original não titubeei.
Adeus Danielle Winits no papel de Jane, bem vinda Camila Morgado. Adeus Rio de Janeiro, bem vindo Las Vegas. Temos até Jerry Lewis interpretando o "bell boy" ou "o mensageiro bem trapalhão"! Sem dúvidas houve muito investimento financeiro neste filme.
Porém alguma coisa faltou, ou melhor alguma coisa se excedeu. Talvez o excesso de gags de Hassum ou o excesso de cenas onde suas gorduras extras são satirizadas. Ou a cansativa mensagem de que o dinheiro não compra o amor e blá, blá, blá...
Eu ri. Juro. Apesar de não ter achado tanta graça neste filme. E ainda saí do cinema ouvindo comentários do tipo "o segundo filme superou o primeiro", "adorei, tomara que tenha uma continuação", e blá, blá, blá...
(Até que a Sorte nos Separe 2 - 2013)
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O Garoto Selvagem (1970)
François Truffaut escreveu, dirigiu e atuou neste filme que nos trás a história real de um garoto que foi encontrado em uma floresta na França em 1798. Não se sabe ao certo como esta criança foi deixada lá, muito menos como sobreviveu até ser encontrada. Este pequeno garoto de aproximadamente 11 anos não sabe falar, ler ou escrever e acredita-se também que seja mudo. Por esta razão que o doutor Jean Itard (Truffaut) decide adotá-lo, para que assim possa, através de alguns métodos, educar esta criança para que viva socialmente.
O filme é até certo ponto interessante, porém não é um filme que agradará a todos. O meu interesse por Truffaut que fez com que o assistisse.
(L'enfant Sauvage - 1970)
domingo, 5 de janeiro de 2014
Erin Brockovich: Uma Mulher de Talento (2000)
Julia Roberts deu vida à personagem real Erin Brockovich nas telas do cinema em 2000 e só agora, 13 anos depois dela ter ganho seu Oscar, que eu resolvi assisti-lo! Nem eu acredito nisso!
O que tenho a dizer é que Erin Brockovich é um ótimo filme, que consegue envolver o telespectador a partir de seus minutos iniciais. Um filme muito bem dirigido por Steven Soderbergh e que lida com um tema preocupante em nossa atual sociedade: o poder das grandes corporações contra a fraqueza daqueles que não tem muitos recursos, sejam eles financeiros ou intelectuais.
Me chamou a atenção também a atuação e o personagem de Aaron Eckhart, que interpreta o namorado de Erin neste filme.
Julia Roberts ganhou o Oscar de Melhor Atriz como Erin Brockovich. O filme também foi nomeado nas categorias Melhor Filme, Ator Coadjuvante (Albert Finney), Diretor (Steven Soderbergh) e Roteiro Original.
(Erin Brockovich - 2000)
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sábado, 4 de janeiro de 2014
A Garota de Rosa-Shocking (1986)
O Telecine Cult classificou "A Garota de Rosa-Shocking" como um 'novo' clássico. Eu discordo. Para mim, tudo que é clássico torna-se atemporal, o que não aconteceu com este conto de fadas dos anos 1980.
Aqui, uma garota pobre convive com garotos ricos no colegial e é então surpreendida quando um destes a convida para e baile de formatura. Ela tem a brilhante ideia de customizar um vestido cor de rosa e ter seu momento princesa, no entanto, esse momento não é tão princesa assim, já que hoje em dia o vestido dela seria motivo para boas gargalhadas e não para admiração...
Convenhamos, não é um clássico.
(Pretty in Pink - 1986)
O Tesouro da Sierra Madre (1948)
Jornadas fracassadas, alimentadas pela ambição e frustradas pela ganância e desavenças internas, eram o enredo favorito do John Huston, pois agradavam a mistura de romantismo e cinismo que compunha sua própria personalidade. De "O Falcão Maltês" (1941) até "O Homem que Queria Ser Rei" (1975), ele realizou uma série de variações sobre o tema - porém "O Tesouro de Sierra Madre" o apresenta dentro de algo próximo da sua forma arquetípica. No México, três andarilhos americanos incompatíveis juntam forças para garimpar ouro, o encontram e - inevitavelmente -, no fim, retiram a derrota das garras da vitória e fracassam novamente. Huston, responsável por grandes adaptações da literatura para as telas, retirou essa história do misterioso e recluso escritor B. Traven e, como sempre, tratou o material original com respeito e carinho, preservando boa parte dos diálogos lacônicos e do sarcasmo do autor.
Apesar da oposição do estúdio - pois filmagens em locação, pelo menos para produções hollywoodianas classe A, eram raras naquela época -, Huston insistiu em filmar quase inteiramente em locações no México, próximo a um vilarejo isolado a mais de 200 quilômetros da capital. Sua intransigência rendeu bons frutos. A textura do filme transpira a aridez poeirenta da paisagem mexicana, de modo que, ao assisti-lo, você quase consegue sentir a areia entre os dentes; e os atores - exilados do ambiente confortável do estúdio e tendo que enfrentar as intempéries - são obrigados a oferecer interpretações tensas e irascíveis. Isso combinava com o tema de "O Tesouro de Sierra Madre": como as pessoas reagem sob pressão. Enquanto o velho garimpeiro (interpretado por Walter Huston, pai do diretor) e o jovem ingênuo (o ator de filmes de caubói Tim Holt) se agarram a seus princípios diante das adversidades e da tentação do ouro, o paranoico Fred C. Dobbs (Humphrey Bogard em um de seus papéis mais memoravelmente aflitivos) desmorona e sucumbe.
A determinação de Huston em filmar "O Tesouro de Sierra Madre" como queria também rendeu bons frutos ao estúdio. A princípio, Jack Warner detestou o filme, mas ele rendeu à Warner Brothers não só um sucesso de bilheteria como um desempenho triunfante no Oscar. Huston ganhou duas estatuetas - Melhor Direção e Melhor Roteiro -, enquanto seu pai conquistou o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante. Foi a primeira e - até o momento - única vez que uma equipe de pai e filho foi premiada na cerimônia.
Indicado ao Oscar de Melhor Filme. Vencedor de 3 estatuetas: Melhor Direção (John Huston), Ator Coadjuvante (Walter Huston) e Roteiro.
(The Treasure of the Sierra Madre 1948)
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Sapo Branco (2012)
O primeiro filme que assisto em 2014 tem um título estranho: “Sapo Branco”. Infelizmente um filme com uma história boa, porém com direção e interpretações fracas.
Temos aqui os irmãos Young (Harry Shum Jr. de Glee, e Booboo Stewart da saga Crepúsculo), respectivamente Chaz e Nick. Nick sofre de síndrome de Asperger e Chaz é a única pessoa que o trata como igual. Quando Chaz morre, Nick passa a procurar fatos sobre a vida do irmão e descobre que ele era homossexual e namorado de seu melhor amigo Randy (Gregg Sulkin).
A homossexualidade de Chaz revelada postumamente é um choque para toda a família, inclusive para Nick. É então que este encontra um vídeo gravado por Chaz onde ele se compara a um ‘sapo branco’, isto é, um tipo de sapo que os chineses costumam comer e que apresenta o aspecto branco e carne macia porque quando girino é colocado dentro de um coco e lá se desenvolve, preso e encapsulado. Era assim que Chaz se sentia em relação à sua homossexualidade.
(White Frog - 2012)
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