domingo, 31 de dezembro de 2017

Com Amor, Van Gogh (2017)


Inicialmente pensei que ¨Com Amor, Van Gogh¨ seria um daqueles filmes de arte super chatos de se ver. Ledo engano. O filme é uma delicia de se ver e um espetáculo para os olhos.

A história gira em torno de Armand Roulin, filho do carteiro que entregava as cartas dos irmãos Van Gogh. Com a morte de Vincent, uma carta póstuma deveria ser entregue ao seu irmão Theo, no entanto, Theo também morre e agora Armand não sabe a quem destinar esta última carta. Por esta razão, ele percorre os últimos locais visitados por Van Gogh, tentando entender o que o levou ao suicídio e descobrir a quem entregar esta última carta.



Nomeado ao Oscar de Melhor Filme em Animação.

(Loving Vincent - 2017)

sábado, 30 de dezembro de 2017

Eu, Tonya (2017)


Esta é a história real de Tonya Harding, patinadora olímpica que teve sua carreira arruinada quando seu marido contrata dois homens para quebrar literalmente a perna da adversária.

O filme vai além da patinação e mostra todos os tormentos sofridos por Tonya, desde o maltrato e exploração por parte de sua mãe, até a violência doméstica cometida pelo seu marido.

A interpretação de Margot Robbie como Tonya é digna de um Oscar.

Só não entendi uma coisa. Por que um filme tão violento quanto este foi indicado ao Globo de Ouro como melhor comédia? Não achei graça.

Nomeado aos Oscar de Melhor Atriz (Margot Robbie) e Edição. Vencedor do Oscar de Atriz Coadjuvante (Allison Janney).

(I, Tonya - 2017)

Lady Bird: É Hora de Voar (2017)


Este filme tem sido anunciado como um dos melhores filmes de 2017, mas para mim ele não passou de uma história adolescente interessante.

Lady Bird é uma garota que vive em Sacramento, estuda a contragosto em um colégio católico e sonha em se mudar para um lugar rico em cultura. Enquanto isto não acontece, ela troca sua melhor amiga pela garota mais popular do colégio, entra em duas relações amorosas que são um tanto frustrantes e briga constantemente com sua mãe.

Entre um filme que conta a história de uma adolescente de 17 anos, prefiro o filme ¨Quase 18¨.

Nomeado aos Oscar de Melhor Filme, Direção (Greta Gerwig), Melhor Atriz (Saoirse Ronan), Atriz Coadjuvante (Laurie Metcalf) e Roteiro Original.

(Lady Bird - 2017)

O Sacrifício do Cervo Sagrado (2017)


O diretor grego Yorgos Lanthimos me chamou a atenção desde ¨Dente Canino¨, depois dirigiu ¨O Lagosta¨ e agora nos trouxe o estranho ¨O Sacrifício do Cervo Sagrado¨.

Aqui temos o médico Steven Murphy, homem casado e pai de dois filhos, em uma estranha relação com o garoto Martin. Inicialmente não sabemos o que esta relação significa, pois Steven presenteia Martin, se preocupa com ele, mas não gosta de ser visto em sua presença.

Logo depois descobrimos que Steven se sente culpado pela morte do pai de Martin, que faleceu na mesa de cirurgia quando Steven o operou sob efeito de álcool.

Com o passar do tempo coisas estranhas começam a acontecer com os filhos de Steven, e este descobre que deverá matar alguém de sua família para evitar que todos morram. O filme é um tanto perturbador, mas qual filme deste diretor grego não foi perturbador até agora?

(The Killing of a Sacred Deer - 2017)

O Que te Faz Mais Forte (2017)


Esta é a história real de Jeff Bauman que teve que amputar ambas as pernas após o ataque terrorista da maratona de Boston em 2013.

Ele não estava participando da maratona, mas sua ex namorada sim e ele só estava presente naquele momento pois queria muito reatar o namoro. Em certo momento do filme ele a culpa pelo ocorrido, pois não era para ele estar lá.

o filme tem um forte apelo emocional, citando e vitimizando até mesmo soldados vitimas das guerras em que os EUA participam.

¨O Que te Faz Mais Forte¨ é aquele filme em que os americanos são sempre as vitimas boazinhas e o resto do mundo o mal que os cercam.

(Stronger - 2017)

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

The Crown - Segunda Temporada (2017)


Esta segunda temporada se inicia com a Guerra de Suez em 1956 e tem como pano de fundo a Guerra Fria, a ascensão norte-americana e o declínio britânico com o fim do imperialismo e da ameaça soviética nas ex-colônias africanas.

Além disto, a série transita pelos conflitos familiares entre a Rainha Elizabeth e seu marido, o Príncipe Philip, após este se ausentar por 5 meses em uma aventura pelo Ártico. As questões a respeito do casamento da princesa Margaret e a educação do futuro rei, o príncipe Charles, também estão em pauta.

Outro ponto marcante desta temporada foi o encontro entre a Rainha e a primeira dama norte-americana, Jaqueline Kennedy, e como isto abalou a monarca.

A série não perdeu sua qualidade. E estou ansioso para a terceira temporada.

(The Crown - The Complete Second Season - 2017)

domingo, 24 de dezembro de 2017

Me Chame pelo Seu Nome (2017)


Esta é a história de amor entre um rapaz de 17 anos e um homem 13 anos mais velho. Ou simplesmente a história de amor de Elio e Oliver.

É um filme belo, porém em nada extraordinário. E com seu final previsível e doloroso podemos nos recordar de nosso primeiro amor da adolescência.

Os incríveis cenários do norte da Itália, a sensualidade dos atores e a trilha sonora são envolventes. Um filme que na sua simplicidade vale a pena ser visto.



Depois de assistir a este filme, você poderá chorar toda a vez que ouvir Visions of Gideon de Sufjan Stevens!



Nomeado aos Oscar de Melhor Filme, Ator (Timothée Chalamet), Canção Original (The Mystery of Love). Vencedor do Oscar de Roteiro Adaptado.

(Call Me By Your Name - 2017)

sábado, 23 de dezembro de 2017

Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha (2017)


Esta é a bela história de amizade entre Abdul Karim e a Rainha Victória, já no auge de sua velhice e solidão.

O indiano Abdul, apesar de não pertencer a uma elite, conseguiu chamar a atenção da rainha graças à sua singela sabedoria e compaixão. De um simples serviçal, ele se tornou o seu tutor e confidente, além de um bom amigo.

O filme se prolonga um pouco, o que o deixa às vezes enfadonho, assim mesmo muitos se emocionarão em seu final triste e cruel.

Nomeado aos Oscar de Maquiagem e Figurino.

(Victoria & Abdul - 2017)

domingo, 17 de dezembro de 2017

Dunkirk (2017)


Soldados britânicos estão atracados em Dunquerque na França sob as ameaças dos inimigos alemães em plena Segunda Guerra Mundial. Não há como removê-los, visto que, o primeiro ministro britânico Winston Churchill não autorizou a ida de embarcações militares para remover as tropas que ali estão. A partir disto, embarcações civis cruzam o canal para ajudar os soldados que lá estão correndo risco de vida. Esta é a história que o fantástico diretor Christopher Nolan nos trouxe em 2017.

Com muitos efeitos sonoros e visuais, Dunkirk é um grande filme onde, a todo instante se sente a ameaça, mas em nenhum momento se observa o inimigo.

Um grande filme.

Nomeado aos Oscar de Melhor Filme, Direção (Christopher Nolan), Trilha Sonora, Fotografia e Direção de Arte. Vencedor dos Oscar de Edição, Edição de Som e Mixagem de Som,

(Dunkirk - 2017)

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Extraordinário (2017)


Depois de me emocionar com Jacob Tremblay em "O Quarto de Jack", me emocionei com este ator mirim em "Extraordinário". Em ambas atuações o pequeno garoto está fantástico e é capaz de arrancar lágrimas de muitos marmanjões.

Aqui ele é August Pullman, um menino que nasceu com uma síndrome que deixou seu rosto disforme. Devido a isto ele passou por diversas cirurgias e foi superprotegido por seus pais. Nunca frequentou a escola e seu mundo era praticamente restrito a seu quarto.

As dificuldades começam quando os pais decidem levá-lo ao colégio, onde ele passa a se sentir ainda mais rejeitado pelas pessoas ao seu redor. Mas com muita sabedoria o pequeno Auggie consegue transformar esta situação à seu favor.

E sim, me emocionei... ao ler o livro e ao ver o filme. Teria chorado mais se não estivesse no cinema tão cheio de gente.

Nomeado ao Oscar de Maquiagem.

(Wonder - 2017)

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Bingo: O Rei das Manhãs (2017)


Este filme foi o escolhido pelo Ministério da Cultura para disputar uma vaga no Oscar 2018 como filme estrangeiro representando o Brasil. Deu mal, "Bingo: O Rei das Manhãs" já está fora da disputa, mas mesmo assim tomei um tempinho para assisti-lo.

Esta é a história real do Palhaço Bozo e sua luta constante para manter seu anonimato sob a máscara que o escondia. Apesar de ter conquistado a audiência nacional, Arlindo Barreto não podia revelar sua identidade devido ao contrato que assinou com a produtora que detinha os direitos do programa.

Neste filme é mostrada a relação do ator com seu filho, mãe e do uso abusivo de drogas e álcool. É um bom filme, pena que muitos dos verdadeiros nomes foram trocados, mas o nome da Gretchen está lá!



(Bingo: O Rei das Manhãs - 2017)

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Era Uma Vez Uma História (2017)


(Era Uma Vez Uma História - 2017)

Stranger Things 2 (2017)


(Stranger Things 2 - 2017)

Logan (2017)


"Logan" é mais do que apenas uma ficção científica/filme de ação. É um neowestern, uma meditação sobre o envelhecimento e a fragilidade, o que o transforma em algo ainda maior ao ter como figura central um herói relutante no personagem-título, interpretado derradeiramente por Hugh Jackman. O personagem já não é mais o mesmo. Motorista de um serviço de limusines, está barbudo, desgrenhado, e suas garras não saltam com tanta rapidez como antes. Embora tiros continuam não o matando, ele já não cicatriza ou se recupera com tanta facilidade. O nonagenário professor Xavier (Patrick Stewart) não tem uma sorte muito diferente. Fragilizado e dado a ataques epiléticos que causam transtornos e estragos ao seu redor, mora num galpão, próximo à fronteira com o México, onde é cuidado por Caliban (Stephen Merchant), um mutante albino.

A ação de Logan é desencadeada quando o protagonista é procurado por uma enfermeira mexicana (Elizabeth Rodriguez), que cuida de uma garotinha com estranhos poderes, Laura (Dafne Keen), que serão revelados apenas mais tarde. Logan é um dos poucos mutantes que ainda estão vivos, e é objeto de fascínio e perseguição, por isso esse mantém sua identidade tão camuflada. Mas a chegada de Laura pode representar toda uma nova geração de mutantes para o futuro. Não à toa, ela é perseguida e cabe ao protagonista protegê-la.

Sem esquivar-se de sua própria mítica, o longa investe numa espécie de metalinguagem, uma vez que a maioria das personagens só descobriram a existência de Logan por meio dos quadrinhos dos X-Men, o que costuma irritá-lo, pois, para ele, os gibis são fantasiosos demais. Se existe uma certa dose de fantasia em Logan, ela está serviço, no entanto, de explicitar o que há de mais humano em nós. Dessa forma, as cenas de correria e ação são bastante boas, mas é quando investe no conteúdo humano que o filme mais cresce.

A relação entre Logan e Xavier é tocante. Chega a ser triste ver a figura paterna tão fleumática do professor fragilizada, definhando, mas sem perder o humor, numa grande interpretação de Patrick Stewart. O outro laço humano que ganha força é entre o protagonista e a pequena Laura, de 11 anos. Novamente, uma figura paterna entra em cena.

Ao longo de mais de 15 anos, Jackman aperfeiçoou-se na interpretação do mutante. Ocorreram altos e baixos, mas é aqui que ele encontra o topo do personagem, de sua atuação, de sua compreensão do que há de mais profundamente humano em alguém com poderes super-humanos. Por isso, seu belo final não apenas honra essa trajetória, como também comove.

Nomeado ao Oscar de Roteiro Adaptado.

(Logan - 2017)

Liga da Justiça (2017)


As coisas vão mal no planeta Terra. Desde a morte de Superman (Henry Cavill) – ocorrida em Batman vs Superman – A Origem da Justiça (2016) -, os super-herois sumiram de vista. Batman/Bruce Wayne (Ben Affleck), que participou daquele trágico episódio, não está recuperado do desânimo, nem da pecha de vilão.

Mas é ele mesmo quem toma a iniciativa de procurar outros heróis escondidos pelo mundo, já que uma ameaça externa de peso chegou – o Lobo da Estepe (Ciarán Hinds), tipo belicoso, interessado em reunir três “caixas maternas”, escondidas em lugares diferentes, e que juntas lhe darão um poder de destruição sem paralelo. Uma das caixas está escondida na ilha das amazonas, o lar da Mulher-Maravilha; a outra, no fundo do mar, reino do Aquaman/Arthur Curry (Jason Momoa); a outra, em lugar desconhecido.

Procurando Aquaman, Batman é recebido com desconfiança, já que o rei das águas prefere, por estilo, agir sozinho. O morcego pede então a ajuda de Mulher-Maravilha para vencer as resistências da nova geração, indo cada um deles procurar Ciborgue/Victor Stone (Ray Fisher) e The Flash/Barry Allen (Ezra Miller) – dois jovens que ainda não sabem muito bem como lidar com seus superpoderes.

Se no segmento de combate ao Lobo da Estepe pode-se esperar pouca conversa, muita destruição e efeitos especiais, um outro segmento dedica-se a desdobramento mais ousado. Sentindo-se culpado pela morte de Superman, Batman sonha utilizar o incrível poder regenerativo das caixas para tentar ressuscitar o herói morto. Entre uma trama e outra, o roteiro de Chris Terrio e Joss Whedon investe pesado na ideia de uma colaboração conjunta entre as diferentes gerações do time de heróis, sua grande aposta.

(Justice League - 2017)