segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Se Eu Ficar (2014)


Digo que gostei deste filme, mas também digo que esperava mais dele, assim como digo que ele me cansou um pouco por suas idas e vindas, morre não morre, amo não amo, etc, etc, etc...

Romance de garota de 16 anos, que sofre acidente de carro, entra em coma e a partir daí começa a ver seu corpo e as pessoas ao seu redor, sem saber se fica ou vai para o além... será mesmo que gostei de ver isso?!

(If I Stay - 2014)

sábado, 29 de agosto de 2015

Romeu e Julieta (2013)


Esta é a quarta adaptação desta obra de Shakespeare que vejo. Baz Luhrmann e Zeffirelli já a adaptaram perfeitamente para o cinema, assim como Jerome Robbins e Robert Wise fizeram em "Amor, Sublime Amor", que para os desinformados de plantão, também é uma adaptação de "Romeu e Julieta". Sem contar a animação "Gnomeu e Julieta" e outras tantas que há por aí...

Sei que esta não é a melhor adaptação cinematográfica desta eterna história de amor, mas me agradou e muito ver Douglas Booth e Hailee Steinfeld interpretando o casal de apaixonados, filhos de famílias inimigas, iguais em dignidade na bela Verona, onde situamos nossa cena... Vale a pena conferir!

(Romeo & Juliet - 2013)

Grandes Esperanças (2012)


Esta é a quarta adaptação da obra de Charles Dickens que eu assisto. A primeira foi a de Alfonso Cuarón, de 1998, a segunda, o clássico de 1946 e a terceira a mini-série produzida pela BBC em 2011. Sei que há outras adaptações, mas desconheço todas. O que posso afirmar é que mais uma vez me comovi com esta história, não importando como ela seja contada.

O altruísmo e amor aqui presente me comove de todas as formas, me dá esperanças de que um dia tudo irá melhorar, mesmo que eu não encontre um benfeitor ou seja correspondido por um amor de infância como o que aconteceu com o pequeno Pip.

(Great Expectations - 2012)

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Depois da Chuva (2015)


Este filme foca na vida de Caio, garoto baiano que está no colegial e que não se conforma com os rumos que o cenário político brasileiro está tomando após o fim da Ditadura Militar.

As eleições não são diretas, e mesmo assim, o povo em geral se vê contente com a vitória de Tancredo Neves. Caio vê outra realidade nisso. A falta de informação e de senso crítico do povo brasileiro revolta o jovem garoto, que junto com seus amigos veiculam uma rádio pirata chamada ¨O inimigo do rei¨, rádio esta que logo depois vira folheto. Além disso, os jovens apresentam uma peça teatral no colégio exaltando a anarquia.

Quando Caio escreve uma redação intitulada DemencraciA, ele é ameaçado de expulsão do colégio, por ter um pensamento diferente daquilo que é permitido nessa sociedade que está sob mudança.

O filme é repleto de imagens reais do jornalismo daquela época e temos ainda contido no filme o comercial genial da marca de jeans Staroup. Vale a pena ver para conhecer um pouco da história de nosso país.



(Depois da Chuva - 2015)

Diarchia (2010)


Curta-metragem non sense em que dois rapazes aparentemente estranhos um ao outro vão para a casa de um deles. Lá começam a ¨brincar¨ de brigar e aquele que é dono da casa cai da escada e aparentemente morre. Enquanto tenta se livrar do corpo, a irmã dele chega na casa e age normalmente com o desconhecido, sem ao menos querer saber onde está o irmão. Chato.



(Diarchia - 2010)

Barrados no Shopping (1995)


(Mallrats - 1995)

Bent (1997)


Na Alemanha nazista, no período que antecedeu a guerra, Max (Clive Owen), um gay, é enviado para o campo de concentração de Dachau. Ele tenta esconder sua homossexualidade usando uma estrela amarela, que era a forma de identificar judeus, em vez do triângulo rosa usado para "marcar" os homossexuais. No campo se apaixona por Horst (Lothaire Blutheau), um prisioneiro homossexual que usa com orgulho seu triângulo rosa.

(Bent - 1997)

Planeta dos Macacos: O Confronto (2014)


Nomeado ao Oscar de Efeitos Especiais.

(Dawn of the Planet of the Apes - 2014)

2 Broke Girls - Quarta Temporada (2014)


(2 Broke Girls - The Complete Fourth Season - 2014)

More Than Friendship (2013)


Mais um filme retratando um relacionamento incomum e pouco aceito em nossa sociedade, um relacionamento a três. Já vi outros filmes assim, como ¨Três Formas de Amar¨, 1994, que era um de meus filmes paixão na adolescência, ¨Os Educadores¨, 2004, filme alemão cult, e ¨Triângulo Amoroso¨, 2010, também alemão. Todos muito bons e inusitados para o nosso modo politicamente correto de ser.

Aqui nós temos Jonas, Lukas e Mia, jovens que estão de partida para um passeio, ou umas férias no campo, e que saem sem dar muita explicação, à família ou ao telespectador. Mas, aos poucos, percebemos que os três são um e que um deles, Jonas, resolveu se afastar de seus pais que não aceitavam seu estilo de vida, para aproveitar de forma intensa este romance, já que estes são os últimos momentos de sua vida. Jonas tem câncer e abandonou o tratamento.

Aos poucos, sua situação piora e Jonas padece, o que leva o triângulo amoroso a se separar. Lukas e Mia não se sustentam como casal, pois Jonas era o equilíbrio entre eles. Isso me fez lembrar do filme ¨Canções de Amor¨, 2007, filme francês com Louis Garrel, pois o mesmo ocorreu com o trio romântico formado por ele, Ludivine Sagnier e Clotilde Hesme.

(More Than Friendship - 2013)

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Glee - Sexta e Última Temporada (2014)


Acabou. Mesmo que eu não tenha gostado muito de ¨Glee¨ posso dizer que me emocionei com esses últimos episódios da série. Clima de despedida e de homenagens, finais felizes e realizações, além de reunião de elenco cantando a música ¨I Lived¨ do One Republic. Perfeito.



No final tudo deu certo, agora é rever algumas apresentações que estão disponíveis no YouTube, porque para mim este sempre foi o ponto alto da série.

(Glee - The Final Season - 2014)

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Cada Um na Sua Casa (2015)


Há algo muito errado em uma animação voltada à família quando uma raça alienígena invade a Terra e coloca os humanos em campos de concentração. Pior: a única sobrevivente só faz amizade com o extraterrestre-protagonista porque ele não é bem-visto por sua espécie.

Em linhas gerais, "Cada um na sua Casa" é até bem-humorado, sensível e mesmo ágil, se não fosse a mensagem que carrega. Na história, o personagem Oh faz parte de uma raça alienígena que, acostumada com o auto-engano, invade planetas para “benefício de seus nativos”. Isso significa desalojá-los e enviá-los para qualquer lugar que não seja entre eles. Neste caso, a Austrália.

Na invasão, a humana adolescente Tip (cuja mãe, Lucy, foi sequestrada) fica pelo caminho. É quando conhece Oh, desajustado e, em linguagem corrente, “sem noção”, que foge de seus pares por ter enviado um convite de boas-vindas aos inimigos de sua raça. A Terra pode ser conquistada, portanto, uma segunda vez graças a ele.

Embora não seja violenta, há uma agressividade passiva na animação. Repleta de conflitos, a fantasia pode gerar desconforto e tensão, por conta de uma certa margem de leviandade.

(Home - 2015)

A Incrível História de Adaline (2015)


Não só as mulheres tentam esconder a idade e usar artifícios para parecer mais novas do que realmente são. Em vários aspectos, a sociedade é implacável com os mais velhos e, como espelho desta, Hollywood também faz o mesmo quando imortaliza suas estrelas, enquanto diminui suas oportunidades de trabalho, quando envelhecem. E em uma época em que as próprias atrizes têm discutido cada vez mais o sexismo na indústria cinematográfica – incluindo a recente polêmica no Festival de Cannes, onde mulheres foram barradas nas sessões por não estarem calçando sapatos de salto alto no tapete vermelho –, chega aos cinemas um filme que, apesar de suas falhas e seu caráter comercial, coloca todas essas questões em perspectiva.

"A Incrível História de Adaline", de Lee Toland Krieger, como o título brasileiro exalta, apresenta a vida desta personagem, cuja peculiaridade está justamente em sua idade, assim como descrito no nome original (The Age of Adaline). Nascida na São Francisco de 1908, Adaline Bowman (Blake Lively) teve uma trajetória muito comum em seu início: conheceu o amor, formou uma família e teve seus grandes sofrimentos quando ficou viúva. Até que, aos 29 anos, sofreu um acidente de carro em um dia atípico de neve na Califórnia, em que sofreu uma grave hipotermia que, combinada aos efeitos do raio que a atingiu, fez com que seu corpo parasse de envelhecer.

O narrador chega a citar uma lei científica fictícia que explica a condição da protagonista, mas que só seria descoberta em 2035, em uma sacada engraçada dos roteiristas J. Mills Goodloe e Salvador Paskowitz. Apesar das coincidências novelescas criadas pela dupla, eles acertam na ambientação do momento em que o congelamento de sua idade começa a trazer problemas para Adaline justamente em pleno Macartismo, quando a patrulha anticomunista do senador Joseph McCarthy gerou uma caça às bruxas e, consequentemente, criou um clima de paranoia que se impregnou na própria personagem. Com medo de se tornar um objeto de curiosidade alheia e atrapalhar a vida da filha (Cate Richardson quando jovem), ela passa a adotar novas identidades a cada década.

Assim, o espectador a acompanha em sua mais nova fase, como Jenny, uma restauradora do arquivo público que, ao despertar a paixão do belo e charmoso Ellis (Michiel Huisman) em uma festa de réveillon em 2014, tenta evitar se apaixonar e sofrer novamente com um amor condenado. À primeira vista, pode-se colocar o longa no mesmo patamar de outros romances com toques de ficção científica, como "Te Amarei Para Sempre". Mas seria injusto não dar crédito à tentativa da produção de ser algo mais parecido com “O Curioso Caso de Benjamin Button”.

Assim como no filme de David Fincher, a arte e a fotografia de Adaline, assinadas por Claude Pare e David Lanzenberg, respectivamente, são capazes de, simultaneamente, mostrar exatidão na ambientação das épocas retratadas e criar um ar atemporal, bem conduzido por Lee Toland Krieger. Mais do que no romance, o diretor que ficou conhecido pela simples e complicada relação amorosa que apresentou ao público em “Celeste e Jesse para Sempre” (2012), acerta desta vez na homenagem que faz ao passado, à experiência e à sabedoria, sem apelar para um olhar retrô que seja apenas fetiche. A exceção é a narração literária que se mostra desnecessária muitas vezes, pois os detalhes vistos em close-ups ou subentendidos na trama são bem mais efetivos.

Além disso, o jovem cineasta consegue realizar um ótimo trabalho com o elenco, extraindo de Harrison Ford sua melhor performance nos últimos anos e fazendo o público esquecer os tempos de Gossip Girl, de Blake Lively, que domina todo o filme como protagonista. Como o pai de Ellis, o ator demonstra, ao mesmo tempo, a nostalgia da urgência do amor – e da dor – passado com o conforto e certeza do amor atual com sua mulher (Kathy Baker).

Já a jovem atriz, que mostrou bom desempenho nos policiais "Atração Perigosa" e "Selvagens", aproveitou a complexidade de sua jovem personagem centenária para provar que merece mais e melhores chances no cinema. As cenas de Adaline com a filha já octagenária, interpretada com vivacidade por Ellen Burstyn (se assistiu Interestelar no ano passado verá semelhanças nas personagens), mas demonstrando as preocupações de qualquer mãe, comprovam isso.

Se todas as cartas de amor são ridículas, como diria Fernando Pessoa, filmes românticos também o são. A questão é que só valorizamos os textos e os longas que, mesmo nos clichês, mostram sinceridade. E este é o caso de "A Incrível História de Adaline", que, provavelmente, terá bons resultados com a audiência e, talvez, quando passar na TV, será aquele filme que a sua mãe adorará ver.

(The Age of Adaline - 2015)

A Escolha Perfeita (2012)


Becca (Anna Kendrick), protagonista de "A Escolha Perfeita", confessa: "Não tenho muita paciência para ver filmes até o final. Eles me entendiam". Se ela seguiu esta regra na vida real, teve sorte e não viu o seu entediante longa inteiro. O tema é competição de grupos universitários que cantam à capela – aparentemente um hit nos EUA, já que existe até uma Competição Internacional de Canto à Capela (embora o "internacional" seja um exagero, já que, afinal, só participam faculdades americanas).

Becca acaba de se matricular na Barden, que possui dois grupos de cantores: os Estrondosos e as Belas. Os primeiros são os melhores dos Estados Unidos, fazendo shows e ganhando competições. Já o grupo de garotas é o pior – na última competição nacional, a líder do grupo vomitou no palco. Becca, supostamente, seria a salvação delas, porque tem talento vocal, embora cantar não seja o seu objetivo. Ela quer ser DJ.

Barden é uma daquelas faculdades de cinema que parecem existir apenas no universo encantado da Disney. O filme pouco diz sobre os jovens, que são estereótipos ambulantes e pouco humanos. Eles só querem cantar e desfilar o rótulo que o filme lhes dá. O destaque é Amy Gorda (Rebel Wilson), que é o tipo de personagem que sempre frequenta essas histórias: gordinha despojada e desbocada, que será engraçada nos 10 primeiros minutos e depois fica tão chata quanto os demais.

Cantos à capela parecem até interessantes, mas o filme, dirigido por Jason Moore – que tem no currículo a série Dawsons Creek - apenas se dá ao trabalho de destruir qualquer graça que possa existir. Transforma tudo numa pataquada que faz Glee parecer Shakespeare – ou quase.

(Pitch Perfect - 2012)

Uma Longa Jornada (2015)


"Uma Longa Jornada" baseia-se num romance de Nicholas Sparks - essa afirmação já deve resolver metade de um texto relativo a qualquer longa a partindo de romances desse escritor. Mudam-se o nome dos personagens, o cenário, um detalhe aqui e ali, mas independente do diretor, atores ou produtores, os filmes serão sempre os mesmos – basta lembrar os mais famosos, como "Um Amor Para Recordar", "Diário de uma Paixão" e "Querido John".

Seus livros, e consequentemente os filmes neles baseados, seguem o mesmo modelo de sempre: jovem casal (das dez adaptações cinematográficas, só duas são protagonizadas por casais mais maduros) se apaixona, mas são de classes sociais e/ou nível intelectual diferente, um empecilho e/ou um inimigo atrapalha o romance, eles sofrem por amor, seus entes queridos sofrem juntos, e, no fim, todos aprendem uma valiosa lição, que muitas vezes poderá custar a vida de um dos membros do casal.

"Uma Longa Jornada", por sua vez, é como se fosse dois longas compactados num só. O primeiro começa com Sophia (Britt Robertson), jovem estudiosa prestes a formar-se que é arrastada a uma prova de montaria por uma amiga que faz questão de deixar claro que não é rodeio, afinal, aqui “não tem apenas homens, mas os homens mais gatos”, segundo ela. Lá a protagonista conhece Luke (Scott Eastwood).

Encurtando a história, eles se apaixonam, mas são de mundos diferentes – ele precisa ficar alguns segundos em cima do touro mais bravo do mundo e ela tem um estágio previsto numa galeria de arte em Nova York. Depois de muito romance, olhares perdidos e marejados, eles estão na estrada quando encontram um carro acidentado. Lá dentro está Ira (Alan Alda), que quando resgatado pede para a garota pegar uma caixa que também está no carro. Ainda bem que ela consegue fazer isso antes de o veículo pegar fogo por completo.

No hospital, já separada de Luke, começa a ler as carta de Ira (nos flashbacks, interpretado por Jack Huston) e sua amada Ruth (Oona Chaplin). Quando Ira acorda, ela começa a ler as cartas para ele, e a história do casal a leva a pensar na dela com Luke.

Este, por sua vez, tem um grande adversário: Rango, um touro, com peso de coadjuvante, que, tempos atrás derrubou Luke, deixando-o em coma, e causando-lhe problemas no cérebro, mas, claro, ele não se deixa abalar. Sua mãe (Lolita Davidovich) insiste para que ele desista dessa prova, mas ele, é claro, é destemido, arrogante e teimoso – enfim, o combo completo para um herói romântico.

Se a arte, ao seu modo, reflete o momento histórico em que foi criada, os filmes baseados em Nicholas Sparks são o equivalente cinematográfico da ascensão do neoconservadorismo nos EUA – e não apenas lá, seu sucesso em muitos países tem a ver com a onda conservadora dos últimos anos. Vê-se aí um mundo pautado por esses valores, habitado por gente linda e loira, sem um fio de cabelo fora do lugar, cujo machismo, por exemplo, é recompensado com fama, a garota dos seus sonhos e uma bolada de dinheiro.

(The Longest Ride - 2015)