terça-feira, 17 de setembro de 2013

Sr. Ninguém (2009)


(Mr. Nobody - 2009)

Possessão (2012)


Histórias de terror supostamente inspiradas em fatos reais são um dos grandes trunfos da cinematografia do gênero. Ao mesmo tempo em que elevam a curiosidade do espectador, dão crédito aos azarados que passaram pelas agruras de serem assombrados por entidades sobrenaturais.

Nesse contexto, desde 2004 foi divulgada uma história na internet que, de tão insólita, só podia virar filme. Naquele ano, um americano chamado Kevin Mannis comprou uma caixa de vinho judaico para sua mãe pelo site Ebay. Foi o princípio de uma série de problemas que levaram os protagonistas a uma delirante conclusão: se tratava de uma caixa dibbuk (não havia vinho ali e sim mechas de cabelos e dentes), do folclore judaico, que trazia um espírito malévolo atado a ela.

Os roteiristas aproveitaram os calafrios que os relatos de Mannis causaram para criar a trama de “Possessão”. Dizendo que se trata de um suplício causado por 29 dias a uma família, eles usaram de toda a liberdade para reinventar a história.
No filme, a pequena Em (Natasha Calis) encontra a tal caixa durante uma venda de jardim, daquelas tão caras aos americanos. Ao pedir ao pai Clyde (Jeffrey Dean Morgan) que a compre, não sabe que o espírito no artefato praticamente mutilou uma idosa, tal como mostrado no início da projeção.

Quando a menina abre a caixa, já é o princípio da possessão dibbuk, cujo espírito une-se ao da pessoa em busca de vida. Uma transformação que, aos olhos dos pais, trata-se de uma série de comportamentos ariscos ao divórcio anunciado. Cabe então a Clyde decifrar o enigma da filha e salvá-la da maldição.

(The Possession - 2012)

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

O Quarto Verde (1978)


"O Quarto Verde" é um belo filme de Truffaut que aborda a questão da morte pelo viés de alguém que perdeu alguém que muito amava. A história se passa na França logo após o término da Primeira Guerra Mundial e se foca no personagem Julien Davenne (François Truffaut), que além de ter perdido diversos companheiros de guerra, perdeu também sua amada Julie.

Por esta razão Julien mantém um quarto repleto de objetos que pertenceram à Julie, transformando este quarto em um templo de adoração à mulher amada. Para Julien, as pessoas que faleceram jamais devem ser esquecidas, devem ser amadas como se ainda estivessem vivas e também não podem ser substituídas.

É neste ponto que surge nosso questionamento como espectador, este pensamento de Julien é correto? Ou devemos amenizar nossa dor e dar continuidade à nossa vida, substituindo o amor de alguém que já nos deixou? Um filme para refletir, filosofar e pensar. Simplesmente belo.

(La Chambre Verte - 1978)

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Sombras da Noite (2012)


“Sombras da Noite” acompanha a história de Barnabas Collins (Depp), filho de um proeminente empreendedor inglês que fundou, na América, a cidade de Collinsport, em 1752. No entanto, a família não escapou de uma misteriosa maldição do Velho Mundo, concretizada pela esfuziante bruxa Angelique (Eva Green), com quem o protagonista teve um romance, mas depois a trocou por outra mulher, Josette (Bella Heathcote).

Vítima do próprio fogo que atiçou, Barnabas não apenas perde sua amada como é transformado em vampiro por Angelique, que, como última vingança, o sepulta, acorrentado, em um caixão. O plano era deixá-lo assim por toda a eternidade, mas a bruxa não previu que, dois séculos mais tarde, no início da década de 1970, um empreendimento imobiliário desenterraria o vampiro.

Nesse confronto com a nova realidade e comportamentos, em especial com hippies tardios, o rock e as novas tecnologias, a produção encontra seu maior trunfo para concretizar seu humor. Quanto mais refratário e ignorante Barnabas é diante do que o cerca, mais inventiva é a comédia.

Esse complexo novo mundo é simbolizado pelos seus descendentes em Collinsport, uma família tão perturbada quanto decadente, liderada pela matriarca Elizabeth (Michelle Pfeiffer). Estão lá alguns dos conflitos mais interessantes provocados pela adolescente rebelde (Chloë Grace Moretz), a psiquiatra bêbada (Helena Bonham Carter), o mordomo ranzinza (Jackie Earle Haley) e o garoto que vê fantasmas (Gulliver McGrath).

Se Barnabas não pode mudar o que vê à sua volta, pelo menos tentará recuperar o prestígio dos Collins. Para isso, o protagonista enfrenta sua antiga algoz Angelique, agora uma rica empresária da cidade. Mais do que uma rival, a bruxa imortal é também uma amante cruel, o que torna tudo muito mais divertido.

O que se pode estranhar nesta produção de Burton são as inexplicáveis rupturas do roteiro ao longo da projeção. A mais visível é a linha do humor, simplesmente descartada quando dá lugar a um rocambolesco desfecho. E o que dizer da personagem Victoria (de novo Bella Heathcote), apresentada no início com pompas de heroína e reencarnação de Josette, que simplesmente vai sumindo da trama até um pequeno papel coadjuvante?

(Dark Shadows - 2012)

Percy Jackson e o Mar de Monstros (2013)


Esta segunda produção não mantém as mesmas qualidades que a primeira “Percy Jackson e o Mar de Monstros”, não convence. Diferentemente do filme inicial, que retratava a descoberta de poderes, nesta continuação, Percy (Logan Lerman) não tem qualquer autoestima. Isso pode explicar porque ele não usa seus dons de forma eficiente ao lutar novamente contra o vilão Luke (Jake Abel), o filho de Hermes, mensageiro dos deuses gregos.

Como no livro, Percy está descobrindo o que é ser um semideus no mundo atual. É acompanhado por um sátiro e a filha de Atena, Annabeth (Alexandra Daddario), nas suas empreitadas. O primeiro capítulo se ocupava em provar que ele não havia roubado o raio do todo-poderoso Zeus (Sean Bean). Agora, precisa evitar que Luke reviva Cronos, o pai dos deuses, que pode destruir a humanidade e os deuses.

Percy pode formar maremotos, seu novo meio- irmão, um ciclope, consegue falar com animais marinhos. Por que, então, eles ficam presos num barco no meio do mar? Não faz sentido. Não está no livro. Thor Freudenthal e Marc Guggenheim criam tensão onde não existe para levar ação ao filme.

Com um humor de tiradas pouco engraçadas, a missão do herói de evitar que o vilão reviva Cronos torna-se uma série de invenções pouco compatíveis com a história do livro, com omissões suficientes para desapontar os fãs da série literária. Percy e seus amigos semideuses podem mais, pena que a projeção não mostre isso.

(Percy Jackson: Sea of Monsters - 2013)

Clube dos Pervertidos (2004)


Anos atrás assisti a "Pink Flamingos", um filme de péssimo gosto de John Waters, que aborda o sexo da maneira mais desprezível possível. O "Clube dos Pervertidos" também foi dirigido por Waters e contém a mesma temática, porém sem causar tanta comoção...

A história é banal e gira em torno de Sylvia (Tracey Ullman), uma dona de casa puritana, que quando bate com a cabeça em um acidente, se transforma em uma mulher repleta de desejos sexuais. No entanto, Sylvia descobre que outras pessoas sofrem do mesmo problema e se reúnem em um clube para colocar suas depravações em prática.

Comédia sem graça.

(A Dirty Shame - 2004)

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Will & Grace - Sexta Temporada (2003)


Nesta sexta temporada tivemos uma Grace grávida, não a personagem, mas a atriz Debra Messing. Devido a isto, a personagem teve uma menor participação, engordou em frente à tela, contracenou na maioria das vezes sentada, usando roupas largas e escondendo a barriga.

Assim mesmo a temporada garante ótimas gargalhadas e mantém sua qualidade.

(Will & Grace - Season Six - 2003)

domingo, 25 de agosto de 2013

Círculo de Fogo (2013)


Não é que eu tenha abandonado este blog, é que no momento não tenho visto filme algum. Talvez falta de tempo ou até mesmo de interesse. E quando vou ver um filme acabo assistindo a um com uma temática que pouco me interessa. É que aceitei o convite para ir ao cinema (e o convite surgiu de alguém especial) e não tive como recusar. O filme foi ruim e a sessão de cinema muito boa!

Em "Circulo de Fogo" (não entendi o sentido deste título em português), robôs são criados para matar uma criatura gigante que ameaça a humanidade. Efeitos especiais e sonoros que não tem fim, e com uma qualidade incrível, para contar uma história ruim. O filme foi dirigido por Guillermo del Toro de "O Labirinto do Fauno" que eu adoro, e tem a participação de Rinko Kikuchi que foi nomeada ao Oscar de Atriz Coadjuvante por "Babel". Sem mais.

(Pacifi Rim - 2013)

sábado, 3 de agosto de 2013

Will & Grace - Quinta Temporada (2002)


Grace não engravidou de Will. Ela recusou fazer a inseminação artificial pois conheceu Leo e acabou casando-se com ele. Will continua sozinho e a procura de um amor. Tomara que ele encontre. E eu continuo amando acordar e assistir a este seriado que me faz rir todas as manhãs!

(Will & Grace - Season Five - 2002)

terça-feira, 30 de julho de 2013

Skins - Quinta Temporada (2011)


(Skins - Volume 5 - 2011)

sábado, 27 de julho de 2013

O Espetacular Homem-Aranha (2012)


Tudo continua igual na biografia do heroi. Seus pais (Campbell Scott e Embeth Davidtz) deixam-no aos 4 anos na casa dos tios (Martin Sheen e Sally Field), prometendo voltar, mas morrem num acidente. Peter cresce num ambiente amoroso e protetor, mas sentindo a falta dos pais.

Ele tem um reencontro com a dor reprimida quando os tios, remexendo num velho porão, encontram uma velha mala que pertenceu ao pai dele. Remexendo em seus papeis, Peter descobre uma misteriosa equação e pistas de uma pesquisa sofisticada sobre cruzamento de material genético entre espécies, o que o leva a procurar a empresa Oscorp, onde trabalha um antigo sócio de seu pai, dr. Curt Connor (Rhys Ifans).

Peter só consegue entrar porque dá uma de esperto, passando-se por estagiário, e porque uma colega de escola, Gwen (Emma Stone), que trabalha ali, faz vista grossa. A visita rende a Peter a entrada não autorizada num laboratório que guarda aranhas geneticamente modificadas, o que provoca uma radical transformação em seu metabolismo.

Como no primeiro filme, de 2002, há bons momentos na descoberta das novas capacidades físicas do garoto. Sua visão, força e rapidez se multiplicam, assim como sua fome. Uma boa sacada está nas cenas em que Peter, usando um agora inseparável skate, vai desenvolvendo seu talento para voos cada vez mais altos. Daqui a pouco, sem skate e do topo de altíssimos prédios.

A primeira utilidade da nova força de Peter é enfrentar o valentão da escola, que não largava do seu pé. Mas, como problemas não faltam nas ruas de Nova York, ele se torna um justiceiro informal – o que acarreta conflitos com a família por conta de ele voltar a altas horas. Um dia, depois de uma discussão, o tio sai atrás dele e é morto por um assaltante, causando uma tremenda culpa no sobrinho.

Obcecado por encontrar o assassino do tio, Peter/Homem-Aranha multiplica suas intervenções nas ruas, o que não é bem-visto pelo chefe de polícia, o capitão Stacy (Denis Leary). O herói voador de roupa azul e vermelha, na verdade, é encarado como um fora-da-lei que faz justiça com as próprias mãos. Outro problema é que o capitão é o pai de Gwen, por quem Peter é apaixonado – e que faz uma personagem feminina bem mais descolada e divertida do que a namorada do Aranha na trilogia anterior, vivida por Kirsten Dunst. Na vida real, aliás, Andrew e Emma são mesmo namorados.

Como em toda aventura do herói, um megavilão vai medir forças com ele. No caso, é o Lagarto, que é a nova identidade secreta do dr. Connors, depois que ele realiza por sua conta experiências em si mesmo, mesclando DNA humano e animal, para tentar fazer crescer um braço perdido.

O Lagarto vai tomando conta da personalidade do professor, o que o aproxima cada vez mais do comportamento destruidor de Godzilla – uma comparação incluída inclusive num diálogo do chefe de polícia. O certo é o que o Lagarto provoca terror com seus ataques, como numa ponte de onde arremessa carros – e provoca a pronta atuação do Aranha e suas teias salvadoras.

(The Amazing Spider-Man - 2012)

Cavalo de Guerra (2011)


Baseado no bestseller de 1982 do inglês Michael Morpurgo, “Cavalo de Guerra” conta a história entre um jovem, Albert (Jeremy Irvine), e seu cavalo, Joey.

Albert é o filho único de um casal de agricultores, Ted (Peter Mullan) e Rosie (Emily Watson), que arrendou uma pequena propriedade do rico Lyons (David Thewlis) nos arredores de Devon, Inglaterra. Para pagar o dono e poder arar a propriedade, a família precisa de um cavalo. Contra toda a lógica e para afrontar seu esnobe arrendatário, Ted acaba comprando um cavalo lindo, mais apropriado à montaria do que à lide agrícola. De quebra, torra as economias familiares.

A ousadia cai bem aos olhos do filho, que se encarregará de treinar Joey para enfrentar quase tudo, inclusive o arado – uma habilidade que salvará sua vida numa situação inusitada no futuro.
Sustentando o controle do ritmo da narrativa, Spielberg constrói solidamente esta relação de afeto entre Albert e o cavalo, que enfrentará desafios mortais na I Guerra, a última em que cavalos foram usados nas frentes de batalha da Europa. Uma guerra que ficou conhecida pela selvageria de suas trincheiras e que teve um saldo estimado em um milhão de mortos.

“Cavalo de Guerra” trata desta separação entre Albert e Joey, quando o cavalo é vendido por Ted para as tropas inglesas, e vai mudando de mãos, entre britânicos, alemães e franceses, ao longo do conflito. Todo tipo de peripécia e agrura espera este valoroso cavalo, que suporta o inominável esforço de carregar canhões por campos enlameados e resiste aos tiros e balas de canhão em diversos combates.

Albert, do seu lado, mantém-se firme em sua disposição de reencontrar seu cavalo, custe o que custar, por absurda que pareça esta intenção, no clima geral de destruição causado pela guerra. O rapaz alista-se como soldado e nunca perde a esperança de recuperar Joey, que se torna um símbolo daquilo que um ser humano não abre mão, sob risco de perder sua própria essência.

Por mais que o espectador seja duro, é virtualmente impossível resistir ao encantamento lançado por Spielberg numa história poderosa, impecavelmente filmada, montada e encenada, com poucos, mas precisos efeitos visuais em ação.

Nomeado a 6 Oscar: Direção de Arte, Fotografia, Trilha Sonora, Edição de Som, Mixagem de Som e Melhor Filme.

(War Horse - 2011)

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Monsieur Verdoux (1947)


Charles Chaplin comprou a ideia da sua comédia mais negra (por 5 mil dólares) de Orson Welles, cujo plano original era fazer um documentário sobre o lendário assassino em série de esposas francês Henri Desiré Landru. Chaplin deu à história uma abordagem sócio-satírica nova e mordaz, em resposta à paranoia crescente dos anos da Guerra Fria. Verdoux (Chaplin), um pequeno-burguês tranquilo e charmoso, só adota sua profissão lucrativa de se casar com viúvas ricas e assassiná-las mais tarde, quando a depressão econômica impossibilita que ele ganhe a vida honestamente como caixa de banco. Quando é finalmente levado à justiça, sua defesa consiste em que, enquanto o assassino privado é condenado, a matança pública - na forma de guerra - é glorificada: "Um assassino transforma uma pessoa em vilã - milhões, a transformam em herói. Os números santificam." Esses não eram sentimentos populares na América de 1946, e Chaplin se viu cada vez mais na mira da Direita - uma caça às bruxas que resultou na sua partida definitiva dos Estados Unidos em 1952.

Verdoux, acompanhado pela animada canção-tema (Chaplin, como sempre, compôs sua própria trilha), é um personagem rico e vívido. A economia rígida do pós-guerra obrigou Chaplin a trabalhar mais rápido e com muito mais planejamento do que em filmes anteriores. O resultado é uma de suas narrativas mais bem construídas, que ele mesmo considerou, sem modéstia, "o filme mais inteligente e brilhante da minha carreira".

Charles Chaplin foi indicado ao Oscar de Roteiro Original por este filme.

(Monsieur Verdoux - 1947)

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O Bosque das Ilusões Perdidas (2006)


Nos anos que precederam a Primeira Guerra Mundial, dois jovens experimentam o amor, perda, traição e angústia na área rural da França. Adaptação da obra homônima de Alain-Fournier que mostra de forma poética a passagem da infância à adolescência.

(Le Grand Meaulnes - 2006)

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Triângulo Amoroso (2010)


Diretor consagrado por Corra, Lola, Corra (1998), o alemão Tom Tykwer montou em “Triângulo Amoroso”, uma história de surpreendente complexidade e leveza, acompanhando o envolvimento entre um casal quarentão (Sophie Rois e Sebastian Schipper) e um outro homem (Devid Striesow), por quem os dois, sucessivamente, se apaixonam.

Hanna (Sophie Rois) é apresentadora de um programa de entrevistas na TV. Simon (Sebastian Schipper) trabalha no mundo da arte corporativa. A história situa os dois dentro de um universo urbano, contemporâneo, em Berlim. Hanna e Simon são dois seres modernos típicos, pressionados entre uma agenda diária apertada e as tensões emocionais típicas da própria idade. Vivem juntos há 20 anos e estão experimentando uma série de problemas bem adultos – como o esmorecimento do desejo um pelo outro, a morte da mãe de Simon e um câncer testicular dele.

Entra em cena um elemento novo – o geneticista Adam (Devid Striesow). Hanna o conhece num congresso e os dois se envolvem. Pouco depois, Simon o encontra no vestiário da escola de natação e os dois se aproximam sexualmente também. Sem que um saiba da ligação do outro com Adam, o casal renova suas emoções. Mas o segredo tem os dias contados.

Abordando um tema frequentemente visitado pelo cinema francês, italiano e também o brasileiro – geralmente em chave cômica -, o diretor e roteirista alemão imprime sua própria marca, recorrendo a uma notável elegância visual, como quando usa telas divididas, sequências de dança e uma luz particularmente cuidada no ambiente da piscina onde Simon e Adam se conhecem.

Longe de ser um recurso meramente decorativo, este apuro visual contribui para o tom moderno que se tenta assumir. Tykwer quer, visivelmente, discutir afinal que tipo de relacionamento amoroso existe hoje. Mas não se arrisca a fechar conclusões definitivas. Satisfaz-se com uma incursão ao estresse da modernidade, em que o dilema das pessoas passa pela contínua necessidade de optar por alguma coisa, quando tantas delas estão sendo oferecidas ao mesmo tempo – sejam elas informações, estímulos ou qualquer outro elemento.

(3 - 2010)