quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
A Minha Versão do Amor (2010)
O ator Paul Giamatti impregna seu personagem, Barney Panofsky, de tanta verdade que se tem permanentemente a impressão de estar assistindo a uma cinebiografia calcada em fatos reais em “A Minha Versão do Amor”. Mérito desse ator extraordinário, que dá uma vida plena ao protagonista da versão cinematográfica do romance do canadense Mordecai Richler.
Barney não é uma figura simples de entender, nem fácil de gostar. Produtor de TV tresloucado, boêmio e um tanto chegado à bebida e às mulheres, ele leva sua vida como um turbilhão permanente. Jovem, casou-se em Roma com Clara (Rachelle Lefevre), vivendo a batida dos loucos anos 60, com muito sexo, drogas e rock’n roll.
Nada disso dura e eis Barney caminhando para um segundo casamento, com uma mulher judia como ele, convenientemente educada e rica (Minnie Driver). O choque cultural não é tanto entre o noivo e os sogros esnobes (Harvey Atkin e Linda Sorenson), mas entre estes e o pai de Barney – o policial Izzy (Dustin Hoffman), um sujeito simplório, cafona e sem noção, capaz de contar-lhes piadas sujas em plena festa de casamento.
Justamente a festa vai ser a perdição de Barney, que se apaixona ali mesmo, irresistivelmente, por uma convidada, a radialista Miriam (Rosamund Pike) – que vai ser a mulher de sua vida. Naquele momento, ainda nenhum dos dois sabe disso, mas as encrencas que se seguem temperam o romance de adoráveis incidentes e alguns desacertos.
A estrada de Barney fica bem mais tortuosa quando ele se torna suspeito do assassinato de seu melhor amigo, o farrista Boogie (Scott Speedman). Boogie sumiu justamente depois de uma longa noite de bebedeira na casa de fim de semana de Barney, diante de um grande e fundo lago.
Uma sábia decisão na condução da história guarda segredo sobre o real destino de Boogie até o final. Até ali, o espectador compartilha de todas as dúvidas possíveis sobre quem é, afinal, este Barney instável, capaz de lembrar-se ao final da vida de todos os seus erros, mas sem pretender ter evitado nenhum. Talvez um só. E ele tem a ver com Miriam.
Indicado ao Oscar de Maquiagem.
(Barney's Version - 2010)
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Indicado ao Oscar
As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada (2010)
Na “Viagem do Peregrino da Alvorada”, os irmãos Edmundo (Skandar Keynes) e Lucy (Georgie Henley), junto com seu primo Eustáquio (Will Poulter), caem dentro de um quadro e vão parar novamente na terra encantada.
Se, por um lado, Edmundo e Lúcia conhecem bem as coisas estranhas de Nárnia, seu primo reclamão tem medo ou aversão às criaturas exóticas, como o rato Ripchip, um destemido espadachim, experiente em muitas aventuras. Quando se reencontram com o Rei Cáspian (Ben Barnes), os garotos ficam sabendo que ele viaja para o leste em busca dos sete Lordes de Telmar, que estão perdidos.
Os irmãos de Edmundo e Lúcia, Pedro (William Moseley), Susana (Anna Popplewell), cresceram e, por isso, não podem voltar a Nárnia. Aos poucos, inclusive Eustáquio vai ganhando importância na trama, até porque é o único jovem o bastante para voltar novamente ao lugar encantado, se necessário.
Cáspian e seus amigos precisam encontrar os sete lordes para evitar que uma névoa verde e maligna capture o corpo e a mente das pessoas. Os nobres possuem espadas que lhes foram dadas pelo leão Aslam. Por isso, têm poderes especiais - a união delas poderá derrotar o inimigo. Até cumprir suas tarefas, o grupo passará por tentações e terá de enfrentar perigos.
(The Chronicles of Narnia: The Voyage of the Dawn Treader - 2010)
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Água para Elefantes (2011)
Em “Água Para Elefantes” tudo é arrumadinho. Tanto nas imagens, quanto na narrativa, não há uma vírgula fora do lugar. Seus personagens são rasos, estão mais para tipos do que seres humanos e a história de amor é previsível e monótona. Por isso, sobra para uma elefanta gigantesca, Rosie, brilhar em cena. E ela consegue.
A história é contada por Jacob (Robert Pattinson), décadas após de ter abandonado a escola de medicina veterinária depois da morte dos pais, juntando-se a um circo itinerante. Ao chegar ao circo, Jacob ganha a confiança do dono, August (Christopher Waltz), mas também se apaixona pela mulher dele, Marlena (Reese Whiterspoon), a grande estrela dos espetáculos, uma amazona cujo maior talento é montar seu cavalo sem sela.
A trama passa-se na época da Grande Depressão, o que garante uma direção de arte atrativa, assinada pelo veterano Jack Fisk, que foi capaz de criar um circo, cujo colorido e brilho nem sempre escondem a melancolia dos tempos de dificuldade financeira. Nada disso consegue compensar os acontecimentos mal explicados do filme – como seu clímax envolvendo uma fuga em massa.
(Water for Elephants - 2011)
Tropa de Elite 2 - O Inimigo Agora é Outro (2010)
A controvérsia do segundo filme segue de carona naquela causada pelo primeiro que, em 2008, levou o Urso de Ouro em Berlim - questionando o papel do governo, da miséria e do tráfico na violência no Rio de Janeiro e no Brasil. Não por acaso, numa das cenas em que os personagens vão ao cinema, todos os filmes em cartaz são de Costa-Gavras, presidente daquele júri de Berlim que consagrou Padilha.
O filme abre com um letreiro alertando o espectador que, “apesar das possíveis coincidências com a realidade, esta é uma obra de ficção”. Um toque de cinismo que parece dissolver-se ao longo das duas horas de boa e velha ultraviolência – que em momentos catárticos, com jorros de sangue e profusão de cadáveres, parece materializar um desejo latente de parte da plateia.
Nascimento (Wagner Moura) já não usa mais a farda preta do BOPE. Sua roupa de trabalho em “Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro” passa a ser o terno e a gravata, quando é promovido ao posto de sub-secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, numa manobra do governo populista.
Como no filme original, uma narração em off reitera e explica tudo aquilo que é visto, num didatismo maçante, como se o diretor José Padilha não acreditasse apenas nas imagens e precisasse verbalizar a ação para que tudo fique bem claro. Especialmente nas primeiras cenas, quando introduz o ativista Diogo Fraga (Irandhir Santos), apresentado como um intelectual de esquerda, adorado pelos consumidores de maconha.
A grande ironia é que a ex-mulher de Nascimento, vivida por Maria Ribeiro, é casada com Fraga – uma pessoa diametralmente oposta a Nascimento, que foi promovido a coronel. Mathias (André Ramiro), preparado por Nascimento para substituí-lo, traz a ideologia do BOPE nas veias. Ele ignora a hierarquia, o que acaba causando um massacre em Bangu, dando início à trama do filme.
As trajetórias de Nascimento e Fraga caminham para um encontro. Poderia ser a humanização do primeiro e o endurecimento do segundo. No entanto, o ativista, que logo é eleito deputado, sempre é tratado como um fraco diante das atitudes extremadas do coronel que, às vezes, lembra Rambo.
Nascimento tenta não se curvar ao jogo político do governador e dos deputados que o usam como marionete. Mas seus métodos, eficientes apesar de questionáveis, lhe dão notoriedade e legitimidade. “Se o eleitor estava dizendo que eu era heroi, não ia ser o governador que ia dizer o contrário”, diz. Entram em cena, também, milícias criadas e sustentadas por policiais corruptos, que operam um esquema de segurança informal, tomando o lugar dos traficantes à custa de muito medo.
Tudo isso é usado numa eleição, envolvendo governador e deputados. Parece sintomático, embora o diretor alegue que seja apenas uma coincidência a chegada do filme aos cinemas depois da reeleição de alguns governadores e às vésperas do segundo turno.
Uma nota de desesperança permeia todo o filme e se concretiza no final, quando parece não haver solução para o país. “No Brasil, eleição é negócio e o voto é a mercadoria mais valiosa da favela”, diz o ex-membro do BOPE. Nascimento descobre isso a duras penas, ao perceber que algumas instituições em que acreditava são passíveis de corrupção. A ele não resta muita opção se quiser mudar o país. Qual o próximo passo do coronel Nascimento? Tentar a Presidência?
(Tropa de Elite 2 - O Inimigo Agora é Outro - 2010)
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Lua de Papel (1973)
Esta é uma brilhante, terna e divertida comédia de época. Ryan O'Neal é o vigarista Moses Pray, que viaja pelo Kansas, na época da depressão, com um carro cheio de bíblias de luxo, tem um dente de ouro em seu convincente sorriso, e uma lista de pretendentes que ficaram viúvas recentemente. Addie (Tatum O’Neal) é uma órfã, que já fuma aos nove anos de idade, e se junta a Moses, ensinando ao mestre alguns truquezinhos. Madeline Kahn é Trixie Delight, neurótica e engraçada, que vai no embalo dos dois, até que Addie percebe que ela pode atrapalhar a dupla, o que obviamente não pode acontecer.
Vencedor do Oscar de Atriz Coadjuvante (Tatum O'Neal). Indicado nas categorias: Atriz Coadjuvante (Madeline Kahn), Som e Roteiro Adaptado.
(Paper Moon - 1973)
Vencedor do Oscar de Atriz Coadjuvante (Tatum O'Neal). Indicado nas categorias: Atriz Coadjuvante (Madeline Kahn), Som e Roteiro Adaptado.
(Paper Moon - 1973)
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A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1 (2011)
Desta vez, o que dá o tom da trama é a perigosa gravidez de Bella. Uma gestação de risco porque, afinal,o feto é um vampiro e a mãe pode não suportar as mordidas dentro de sua barriga. Simples assim.
A situação, inédita para todos os envolvidos, cria um segundo problema: o clã de lobos, com quem os vampiros têm um acordo de não-agressão, vê na morte da jovem uma quebra de contrato e no nascimento do bebê, uma aberração. Sobra para Jacob se impor a sua tribo, mesmo sendo contra o casamento e ainda mais sobre a possibilidade de tornar Bella uma vampira.
Dirigido por Bill Condon (Dreamgirls), “Amanhecer” tem um apelo a mais aos brasileiros, por ter sido o país escolhido para as filmagens da lua-de-mel do casal. Basta ouvir os gritinhos das fãs na sala de cinema ao verem o ator Robert Pattinson se esmerar no português para chegar à mesma conclusão.
Como era de se esperar, a melhor cena é, sem dúvida, a do casamento. Há uma decisão acertada de manter o humor em praticamente toda a cerimônia. Mas, para rir, o espectador deve obrigatoriamente ter passado a mão nos livros anteriores para entender as referências.
Um exemplo é o brinde de Emmett Cullen (Kellan Lutz), ao dizer que é melhor Bella ter dormido bem nos últimos 18 anos, pois não irá mais dormir. Enquanto Charlie (Billy Burke), o pai da noiva, vê no comentário uma gracinha de fundo sexual, o público ri ao lembrar que vampiros, pelo menos os de Stephenie Meyer, não dormem.
Chamam a atenção, no entanto, as atuações medianas do trio de protagonistas, que estão longe de demonstrar uma veia dramática mais robusta. O público parece não ligar muito para isso, seja por falta de referências, seja porque a história está toda ali mesmo, da carga emocional açucarada aos diálogos um tanto cafonas e à beleza dos interpretes.
(The Twilight Saga: Breaking Dawn - Part 1 - 2011)
A situação, inédita para todos os envolvidos, cria um segundo problema: o clã de lobos, com quem os vampiros têm um acordo de não-agressão, vê na morte da jovem uma quebra de contrato e no nascimento do bebê, uma aberração. Sobra para Jacob se impor a sua tribo, mesmo sendo contra o casamento e ainda mais sobre a possibilidade de tornar Bella uma vampira.
Dirigido por Bill Condon (Dreamgirls), “Amanhecer” tem um apelo a mais aos brasileiros, por ter sido o país escolhido para as filmagens da lua-de-mel do casal. Basta ouvir os gritinhos das fãs na sala de cinema ao verem o ator Robert Pattinson se esmerar no português para chegar à mesma conclusão.
Como era de se esperar, a melhor cena é, sem dúvida, a do casamento. Há uma decisão acertada de manter o humor em praticamente toda a cerimônia. Mas, para rir, o espectador deve obrigatoriamente ter passado a mão nos livros anteriores para entender as referências.
Um exemplo é o brinde de Emmett Cullen (Kellan Lutz), ao dizer que é melhor Bella ter dormido bem nos últimos 18 anos, pois não irá mais dormir. Enquanto Charlie (Billy Burke), o pai da noiva, vê no comentário uma gracinha de fundo sexual, o público ri ao lembrar que vampiros, pelo menos os de Stephenie Meyer, não dormem.
Chamam a atenção, no entanto, as atuações medianas do trio de protagonistas, que estão longe de demonstrar uma veia dramática mais robusta. O público parece não ligar muito para isso, seja por falta de referências, seja porque a história está toda ali mesmo, da carga emocional açucarada aos diálogos um tanto cafonas e à beleza dos interpretes.
(The Twilight Saga: Breaking Dawn - Part 1 - 2011)
Nascido Para Matar (1987)
Em “Barry Lyndon”, outro filme de Stanley Kubrick, a principal cena de batalha mostra uma luta que nunca chegou aos livros de História, conforme relata o narrador, “apesar de ter sido memorável para aqueles que dela participaram”. Quando Kubrick decidiu fazer um filme sobre o Vietnã, baseou-se nessa abordagem, logo após as diversas tomadas fantásticas e ansiosas de Francis Ford Coppola (Apocalipse Now) e Oliver Stone (Platoon) terem estabelecido um vocabulário cinematográfico amargo para aquela guerra, em meio a névoa de ácido e napalm. “Nascido Para Matar” revela outra faceta do mundo dos soldados de infantaria do Exército norte-americano, no qual todos os oficiais, comandantes de batalhão ou não, são seres alienígenas ridículos mas mortíferos (até as prostitutas, dizem eles, “são oficiais a serviço da guerra”). Os heroicos marines, que caminharam longa e penosamente em tantos filmes como “Dá-me tua mão”, são garotos com apelidos engraçados, sem a menor noção de onde estão ou o que estão fazendo.
Baseado no romance autobiográfico “The Short-Timers”, de Gustav Hasford, com contribuições do roteirista Michael Herr (autor de Dispatches e da narrativa de “Apocalipse Now”) “Nascido Para Matar” é brutal, espirituoso, assustador e comovente em iguais proporções, representando situações de guerra raramente vislumbradas no cinema. Uma longa ação de abertura se passa na Ilha Parris, o centro de exame e treinamento de novos recrutas. Após uma montagem na qual jovens de cabelos compridos são tosados para se tornarem robôs carecas tão indistintos quanto os personagens futurísticos do longa “THX 1138”, de George Lucas, o filme é comandado pelo impressionante R. Lee Erney, como o sargento instrutor Hartman, cujos obscenos, originais e cruéis maus tratos contra os recrutas são destinados a subjulgar totalmente os “vermes”, antes que possam ser reconstruídos como máquinas de matar. Durante um sermão, Hartman orgulha-se do fato de que Lee Harvey Oswald e Charles Whitman aprenderam a atirar com os marines. A terrível ironia dessa sequência, similar ao regime de treinamento de “Spartacus”, é que o resultado lógico da transformação de um gorducho atrapalhado em um dos grotescos homens-macacos de Kubrick, com um penetrante olhar primal, lembra tanto o bando de vândalos de “Laranja Mecânica” quanto Jack Torrance em “O Iluminado”. A primeira providência do recém-criado marine é assassinar seu torturador/criador e depois se suicidar.
Após esse evento, as sequencias do Vietnã são quase um alívio. Enquanto o soldado raso Joker, um jornalista, relaxa um pouco e encontra outros indivíduos ainda mais insanos, o metralhador de um helicóptero dá uma resposta técnica à pergunta sobre como é capaz de matar mulheres e crianças (“É fácil, faça mira não muito a frente delas”) e um coronel faz a seguinte observação: “Filho, tudo o que peço a meus fuzileiros é que eles obedeçam às minhas ordens como obedeceriam às palavras de Deus.” O apogeu é um conflito durante a batalha nos escombros da cidade de Hue, onde o pelotão de Joker encontra uma franco-atiradora vietnamita. Ninguém vence essa batalha, e a tropa de fuzileiros marcha noite adentro cantando a canção do Clube do Mickey Mouse. Somente Kubrick ousaria provocar Disney assim.
Indicado ao Oscar de Roteiro Adaptado.
(Full Metal Jacket - 1987)
Baseado no romance autobiográfico “The Short-Timers”, de Gustav Hasford, com contribuições do roteirista Michael Herr (autor de Dispatches e da narrativa de “Apocalipse Now”) “Nascido Para Matar” é brutal, espirituoso, assustador e comovente em iguais proporções, representando situações de guerra raramente vislumbradas no cinema. Uma longa ação de abertura se passa na Ilha Parris, o centro de exame e treinamento de novos recrutas. Após uma montagem na qual jovens de cabelos compridos são tosados para se tornarem robôs carecas tão indistintos quanto os personagens futurísticos do longa “THX 1138”, de George Lucas, o filme é comandado pelo impressionante R. Lee Erney, como o sargento instrutor Hartman, cujos obscenos, originais e cruéis maus tratos contra os recrutas são destinados a subjulgar totalmente os “vermes”, antes que possam ser reconstruídos como máquinas de matar. Durante um sermão, Hartman orgulha-se do fato de que Lee Harvey Oswald e Charles Whitman aprenderam a atirar com os marines. A terrível ironia dessa sequência, similar ao regime de treinamento de “Spartacus”, é que o resultado lógico da transformação de um gorducho atrapalhado em um dos grotescos homens-macacos de Kubrick, com um penetrante olhar primal, lembra tanto o bando de vândalos de “Laranja Mecânica” quanto Jack Torrance em “O Iluminado”. A primeira providência do recém-criado marine é assassinar seu torturador/criador e depois se suicidar.
Após esse evento, as sequencias do Vietnã são quase um alívio. Enquanto o soldado raso Joker, um jornalista, relaxa um pouco e encontra outros indivíduos ainda mais insanos, o metralhador de um helicóptero dá uma resposta técnica à pergunta sobre como é capaz de matar mulheres e crianças (“É fácil, faça mira não muito a frente delas”) e um coronel faz a seguinte observação: “Filho, tudo o que peço a meus fuzileiros é que eles obedeçam às minhas ordens como obedeceriam às palavras de Deus.” O apogeu é um conflito durante a batalha nos escombros da cidade de Hue, onde o pelotão de Joker encontra uma franco-atiradora vietnamita. Ninguém vence essa batalha, e a tropa de fuzileiros marcha noite adentro cantando a canção do Clube do Mickey Mouse. Somente Kubrick ousaria provocar Disney assim.
Indicado ao Oscar de Roteiro Adaptado.
(Full Metal Jacket - 1987)
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Indicado ao Oscar
Candy (2006)
Este drama australiano conta uma história de amor na qual os amantes devem ficar separados para sobreviver, pois juntos se destroem.
Heath Ledger é Dan, um jovem poeta que se apaixona por Candy. A primeira parte do filme, chamada de ‘Paraíso’, acompanha o envolvimento do casal, quando o amor e a heroína bastam para fazê-los felizes. O mundo à sua volta parece não existir mais. Os dois só têm olhos um para o outro e para as emoções artificiais proporcionadas pela droga.
Como não têm muitos meios de se sustentar, eles dependem da ajuda do bioquímico Casper, que em seu laboratório sintetiza e experimenta algumas drogas e não hesita em compartilhá-las com o jovem casal.
Logo Candy e Dan caem na realidade e começam a ver a vida de outra forma. A heroína se torna mais forte do que o amor e a moça é obrigada a se prostituir para manter o vício. O ‘Inferno’ não tarda a chegar e a vida do casal chega ao limite da destruição.
Candy conta com duas performances inspiradas de Abbie Cornish e Ledger como o casal de viciados. A jornada dela é mais árdua, passando de boa moça a drogada irrecuperável. A decadência física que a atriz imprime ao personagem dá mais consistência ao filme. Já Dan tem uma evolução mais sutil – uma vez que ele já era viciado antes do início da história.
Se “Candy” acerta ao investir a fundo no romance entre os protagonistas, a narrativa nunca explora com profundidade o conflito entre a moça e sua mãe, que muitas vezes explode, sem muitas explicações. Algumas cenas parecem criadas apenas para chocar, sem muita força dramática. Ainda assim, os dois protagonistas conseguem criar personagens humanos, desesperados e altamente verossímeis , o que não é pouco.
(Candy - 2006)
Heath Ledger é Dan, um jovem poeta que se apaixona por Candy. A primeira parte do filme, chamada de ‘Paraíso’, acompanha o envolvimento do casal, quando o amor e a heroína bastam para fazê-los felizes. O mundo à sua volta parece não existir mais. Os dois só têm olhos um para o outro e para as emoções artificiais proporcionadas pela droga.
Como não têm muitos meios de se sustentar, eles dependem da ajuda do bioquímico Casper, que em seu laboratório sintetiza e experimenta algumas drogas e não hesita em compartilhá-las com o jovem casal.
Logo Candy e Dan caem na realidade e começam a ver a vida de outra forma. A heroína se torna mais forte do que o amor e a moça é obrigada a se prostituir para manter o vício. O ‘Inferno’ não tarda a chegar e a vida do casal chega ao limite da destruição.
Candy conta com duas performances inspiradas de Abbie Cornish e Ledger como o casal de viciados. A jornada dela é mais árdua, passando de boa moça a drogada irrecuperável. A decadência física que a atriz imprime ao personagem dá mais consistência ao filme. Já Dan tem uma evolução mais sutil – uma vez que ele já era viciado antes do início da história.
Se “Candy” acerta ao investir a fundo no romance entre os protagonistas, a narrativa nunca explora com profundidade o conflito entre a moça e sua mãe, que muitas vezes explode, sem muitas explicações. Algumas cenas parecem criadas apenas para chocar, sem muita força dramática. Ainda assim, os dois protagonistas conseguem criar personagens humanos, desesperados e altamente verossímeis , o que não é pouco.
(Candy - 2006)
Videodrome - A Síndrome do Vídeo (1983)
Um filme revolucionário originário do movimento comercial/independente dos anos 80 em Hollywood, a história de David Cronenberg sobre as horríveis transformações geradas pela exposição à violência televisionada aborda habilmente os problemas que o próprio diretor havia tido com censores, distribuidores de Hollywood e grupos feministas por conta da exploração de imagens de violência sexual em suas produções anteriores. Max Renn (James Woods) é um operador de estação de TV a cabo cujo marketing cínico de sexo e violência se volta contra ele quando seu abdome subitamente desenvolve uma abertura em forma de vagina na qual, entre outros objetos, videocassetes podem ser inseridos. O filme, no qual tais fantasias sadomasoquistas e de troca de gêneros desempenham papéis centrais, termina de forma trágica, com a autodestruição de Max.
Sendo, em vários sentidos, a manifestação formal mais audaciosa dos temas característicos de Cronenberg, “Videodrome” começa como um thriller comercial bastante comum para se transformar em uma fantasia subjetiva do tipo mais chocante e pouco usual. Visualmente elaborado, o filme é também provocante em sua ponderação surpreendente tanto sobre a perversidade polimorfa quanto sobre a enterpenetração entre os domínios público e subjetivo da experiência. Cronenberg foi ao mesmo tempo elogiado e condenado por seu tratamento fluido dos sexos (uma sequência final, que mostrava dois personagens femininos desenvolvendo pênis em uma espécie de contraponto à “vaginação” de Max, foi cortada por ser muito perturbadora). Mesmo em sua forma editada, “Videodrome” continua sendo um dos filmes menos comuns de Hollywood, chocante e idiossincrático demais para ser algo além de um fracasso comercial.
(Videodrome - 1983)
Sendo, em vários sentidos, a manifestação formal mais audaciosa dos temas característicos de Cronenberg, “Videodrome” começa como um thriller comercial bastante comum para se transformar em uma fantasia subjetiva do tipo mais chocante e pouco usual. Visualmente elaborado, o filme é também provocante em sua ponderação surpreendente tanto sobre a perversidade polimorfa quanto sobre a enterpenetração entre os domínios público e subjetivo da experiência. Cronenberg foi ao mesmo tempo elogiado e condenado por seu tratamento fluido dos sexos (uma sequência final, que mostrava dois personagens femininos desenvolvendo pênis em uma espécie de contraponto à “vaginação” de Max, foi cortada por ser muito perturbadora). Mesmo em sua forma editada, “Videodrome” continua sendo um dos filmes menos comuns de Hollywood, chocante e idiossincrático demais para ser algo além de um fracasso comercial.
(Videodrome - 1983)
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Victor ou Victória (1982)
Julie Andrews interpreta Victória, uma soprano desempregada que para conquistar um papel em um musical se veste de homem, transformando-se assim em Victor.
Victor na verdade não seria um homem másculo, ele é um homossexual que em suas apresentações musicais interpreta mulheres. Sendo assim, Victória é um homem que se faz de mulher.
Para mim o ponto alto deste filme são as apresentações musicais, no mais, não me agradou muito não...
"Victor ou Victoria" venceu o Oscar de Trilha Sonora. Foi indicado nas categorias: Melhor Atriz (Julie Andrews), Ator Coadjuvante (Robert Preston), Atriz Coadjuvante (Lesley Ann Warren), Direção de Arte, Figurino e Roteiro Adaptado.
(Victor Victoria - 1982)
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Vencedor do Oscar
sábado, 19 de novembro de 2011
El Cuarto de Leo (2009)
Já fazia um bom tempo que não assistia a um bom filme, que não postava neste blog, e que não me retirava da realidade que me cerca. Sinceramente eu estava precisando me dispersar um pouco e nada melhor que assistir a um filme com uma das minhas temáticas preferidas: a GLS.
“El Cuarto de Leo” foi o primeiro filme uruguaio que assisti, acho que até então nem me dava conta de que o Uruguai produzia filmes (sem ser preconceituoso ou nacionalista). Aliás, este é um bom filme e seu tema central é pautado na aceitação. Não na aceitação dos outros para o que nós somos, mas em nossa aceitação para o que nós somos.
Leo é um jovem que namora, estuda e trabalha, no entanto, não está feliz com sua realidade. Seu namoro é frustrante, principalmente quando se trata de suas relações sexuais com sua namorada, pois todas as vezes ele se mostra impotente. E assim seu namoro termina. É então que Leo começa a se descobrir, procura relacionamentos pela internet, mas encontra ajuda mesmo quando começa a consultar a um psicólogo.
A trilha do filme é muito boa, pena que não encontrei uma lista com o nome de todas as canções do filme, somente consegui fazer o download de sua trilha instrumental. Caso alguém saiba de um site que forneça ao menos os nomes das canções, será muito bem-vindo.
(El Cuarto de Leo - 2009)
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sábado, 8 de outubro de 2011
Quebrando Todas as Regras (2002)
Fim de semana na casa dos meus pais, sem nada para fazer e sem dinheiro para viajar, a única coisa que me restou a fazer, além de estudar, é claro, foi assistir a alguns filmes. “Quebrando Todas as Regras” foi um deles.
Bem, o filme não é muito bom e eu só tive curiosidade em assistí-lo por causa da Alicia Silverstone, afinal gosto dela desde que assisti pela primeira vez “As Patricinhas de Beverly Hills”, em que Silverstone perpetuou a personagem Cher.
Aqui a personagem não é nada interessante e é praticamente coadjuvante, apesar dela estar na capa do filme. A história gira em torno de um casal de velhos ingleses, aristocratas falidos, que vivem em uma mansão em uma pequena região da Inglaterra. Como este casal está falido e precisando de dinheiro, resolvem alugar a casa em que vivem. No entanto, o casal de empregados que permaneceria na casa enquanto esta está alugada, não pode permanecer na mansão. Resta assim, ao casal de aristocratas, servir de empregados aos novos inquilinos.
O que o casal não sabe é que estes inquilinos são membros de uma banda de rock, que curtem ouvir um som pesado, fumar maconha, se drogar e viver de uma maneira totalmente contrária da prezada por estes velhos ingleses. Alicia Silverstone é simplesmente uma dos integrantes do grupo, nada mais.
(Rock My World - 2002)
Bem, o filme não é muito bom e eu só tive curiosidade em assistí-lo por causa da Alicia Silverstone, afinal gosto dela desde que assisti pela primeira vez “As Patricinhas de Beverly Hills”, em que Silverstone perpetuou a personagem Cher.
Aqui a personagem não é nada interessante e é praticamente coadjuvante, apesar dela estar na capa do filme. A história gira em torno de um casal de velhos ingleses, aristocratas falidos, que vivem em uma mansão em uma pequena região da Inglaterra. Como este casal está falido e precisando de dinheiro, resolvem alugar a casa em que vivem. No entanto, o casal de empregados que permaneceria na casa enquanto esta está alugada, não pode permanecer na mansão. Resta assim, ao casal de aristocratas, servir de empregados aos novos inquilinos.
O que o casal não sabe é que estes inquilinos são membros de uma banda de rock, que curtem ouvir um som pesado, fumar maconha, se drogar e viver de uma maneira totalmente contrária da prezada por estes velhos ingleses. Alicia Silverstone é simplesmente uma dos integrantes do grupo, nada mais.
(Rock My World - 2002)
O Circo (1928)
“O Circo” foi mais um dos filmes que o Telecine Cult exibiu no mês de setembro para homenagear Charles Chaplin. Tudo bem que já estamos no mês de outubro, mas como não tive tempo de assistir todos os filmes exibidos no mês passado, vou assistindo aos poucos.
O personagem de Chaplin é o mesmo vagabundo dos outros filmes que até agora assisti. Cheio de mímicas, engraçado, mudo e em preto-e-branco, um sucesso. E desta vez a história é ambientada no ambiente mambembe de um circo, onde uma bela garota malabarista sobre devido a exigência de seu pai e onde o Vagabundo interpretado por Chaplin consegue ser mais engraçado do que os próprios palhaços do circo.
Estou gostando desta maratona Chaplin. Espero que em breve consiga assistir todos os filmes que foram exibidos pelo Telecine Cult.
Charles Chaplin foi homenageado com um Oscar honorário por sua versatilidade em atuar, escrever, dirigir e produzir este filme.
(The Circus - 1928)
O personagem de Chaplin é o mesmo vagabundo dos outros filmes que até agora assisti. Cheio de mímicas, engraçado, mudo e em preto-e-branco, um sucesso. E desta vez a história é ambientada no ambiente mambembe de um circo, onde uma bela garota malabarista sobre devido a exigência de seu pai e onde o Vagabundo interpretado por Chaplin consegue ser mais engraçado do que os próprios palhaços do circo.
Estou gostando desta maratona Chaplin. Espero que em breve consiga assistir todos os filmes que foram exibidos pelo Telecine Cult.
Charles Chaplin foi homenageado com um Oscar honorário por sua versatilidade em atuar, escrever, dirigir e produzir este filme.
(The Circus - 1928)
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Kramer vs. Kramer (1979)
Quando li uma crítica sobre “Kramer vs. Kramer” pela primeira vez, soube que o filme era sobre a disputa de um casal pela guarda de seu filho. A primeira impressão que tive foi que este filme se passaria totalmente em um tribunal, no estilo do filme “O Homem que Fazia Chover”, mas quando o assisti, vi que não era bem isso.
O filme é bem mais do que eu imaginava, é tão tocante, tão envolvente, tão emocionante, que tenho que confessar que cheguei a derramar algumas lágrimas ao ver o Dustin Hoffman fazendo rabanadas para seu filho no fim do filme.
A história começa com a personagem de Meryl Streep se despedindo de seu filho e logo mais discutindo com seu marido (Dustin Hoffman) e o abandonando. Assim, este pai e marido se vê totalmente desamparado ao ser abandonado por sua esposa, tendo que cuidar sozinho de seu filho de 6 anos de idade. As cenas de conflito entre pai e filho são maravilhosas, bem reais, e o pequeno Justin Henry (com apenas 8 anos de idade) dá um show de interpretação, e recebeu até uma indicação ao Oscar.
A história não é sobre uma disputa judicial. A história é sobre uma relação de abandono. A história é sobre um pai que ama seu filho acima de qualquer coisa e deseja o melhor para ele. A história é sobre uma mulher que deseja algo mais do que ser dona de casa e mãe. A história é sobre um garoto que sente falta de sua mãe, mas que descobriu em seu pai o seu porto seguro. É uma bela história. Isso eu posso garantir.
Vencedor de 5 Oscar: Melhor Filme, Melhor Ator (Dustin Hoffman), Atriz Coadjuvante (Meryl Streep), Direção (Robert Benton) e Roteiro Adaptado. Indicado em mais 4 categorias: Ator Coadjuvante (Justin Henry), Atriz Coadjuvante (Jane Alexander), Fotografia e Edição.
(Kramer vs. Kramer - 1979)
O filme é bem mais do que eu imaginava, é tão tocante, tão envolvente, tão emocionante, que tenho que confessar que cheguei a derramar algumas lágrimas ao ver o Dustin Hoffman fazendo rabanadas para seu filho no fim do filme.
A história começa com a personagem de Meryl Streep se despedindo de seu filho e logo mais discutindo com seu marido (Dustin Hoffman) e o abandonando. Assim, este pai e marido se vê totalmente desamparado ao ser abandonado por sua esposa, tendo que cuidar sozinho de seu filho de 6 anos de idade. As cenas de conflito entre pai e filho são maravilhosas, bem reais, e o pequeno Justin Henry (com apenas 8 anos de idade) dá um show de interpretação, e recebeu até uma indicação ao Oscar.
A história não é sobre uma disputa judicial. A história é sobre uma relação de abandono. A história é sobre um pai que ama seu filho acima de qualquer coisa e deseja o melhor para ele. A história é sobre uma mulher que deseja algo mais do que ser dona de casa e mãe. A história é sobre um garoto que sente falta de sua mãe, mas que descobriu em seu pai o seu porto seguro. É uma bela história. Isso eu posso garantir.
Vencedor de 5 Oscar: Melhor Filme, Melhor Ator (Dustin Hoffman), Atriz Coadjuvante (Meryl Streep), Direção (Robert Benton) e Roteiro Adaptado. Indicado em mais 4 categorias: Ator Coadjuvante (Justin Henry), Atriz Coadjuvante (Jane Alexander), Fotografia e Edição.
(Kramer vs. Kramer - 1979)
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Amizade Colorida (2011)
Sinceramente, minha vida está corrida e eu a estou vivendo em câmera lenta. Quando olho para o calendário não acredito que já estamos no mês de outubro, que faltam 2 meses para terminar minha faculdade e que eu ainda não escrevi nenhuma página do meu TCC. A vida está corrida e hoje meu dia foi cheio, aula na faculdade, curso de francês, compras no mercado, contas a pagar. Além disso, tenho um trabalho para apresentar amanhã para o Congresso de Iniciação Cientifica da minha faculdade e ainda nem comecei a prepará-lo. E ao invés de prepará-lo, fui ao cinema e assisti “Amizade Colorida”.
Tenho que confessar que não me arrependi de dar este escape à minha realidade, o filme garantiu-me boas risadas em um momento de solidão. É, solidão. Eu estava literalmente só no cine. Fui sozinho, como muitas vezes já fui ao cinema.
O filme é simplesmente o mais do mesmo, uma comédia romântica com uma boa pitada de sexo, ou melhor, uma boa pitada de dois corpos bonitos na tela do cinema. Para os mais puritanos, constrangimento na certa. Para os mais assanhados, boas risadas! Sem contar a cidade de Nova York como pano de fundo, vida agitada, badalada, além de juramentos sobre uma bíblia armazenada em um kindle. Boa tirada.
Gostei da trilha sonora, em que faz parte a bela canção do Semisonic “Closing Time”, que me fez recordar a meus 15 anos, quando esta música tocava nas rádios. E eu achava que aos 28 teria uma vida totalmente diferente da que levo agora. Aí que saudade daquele tempo! “I know who I want to take me home...” Infelizmente eu ainda não tenho quem me leve para casa… Segue a cena do filme com a música em flash mob:
(Friends with Benefits - 2011)
Tenho que confessar que não me arrependi de dar este escape à minha realidade, o filme garantiu-me boas risadas em um momento de solidão. É, solidão. Eu estava literalmente só no cine. Fui sozinho, como muitas vezes já fui ao cinema.
O filme é simplesmente o mais do mesmo, uma comédia romântica com uma boa pitada de sexo, ou melhor, uma boa pitada de dois corpos bonitos na tela do cinema. Para os mais puritanos, constrangimento na certa. Para os mais assanhados, boas risadas! Sem contar a cidade de Nova York como pano de fundo, vida agitada, badalada, além de juramentos sobre uma bíblia armazenada em um kindle. Boa tirada.
Gostei da trilha sonora, em que faz parte a bela canção do Semisonic “Closing Time”, que me fez recordar a meus 15 anos, quando esta música tocava nas rádios. E eu achava que aos 28 teria uma vida totalmente diferente da que levo agora. Aí que saudade daquele tempo! “I know who I want to take me home...” Infelizmente eu ainda não tenho quem me leve para casa… Segue a cena do filme com a música em flash mob:
(Friends with Benefits - 2011)
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