quarta-feira, 20 de setembro de 2017
It: A Coisa (2017)
¨It: A Coisa¨ é um filme que remete à minha infância. Lembro do dia em que um amigo trouxe um VHS aqui em casa para a gente assistir este filme e passar medo. Começamos a assistir e não terminamos! Só não me recordo se foi por medo ou por falta de interesse, afinal o filme dos anos 90 tem 3 horas de duração.
27 anos depois, com a refilmagem da primeira parte da obra de Stephen King, fui ao cinema terminar de ver, ou começar a ver, o que não terminei e digo que o filme é bom. Não assusta tanto quanto imaginava, mas diverte na medida certa.
(It - 2017)
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
Já Estou Com Saudades (2015)
Um filme triste e dolorido do começo ao fim. Assim é ¨Já Estou Com Saudades¨.
A história gira em torno das duas amigas de infância, Jess (Drew Barrymore) e Milly (Toni Collette). A primeira luta para engravidar e a segunda luta para se curar de um câncer de mama. O final é comovente, triste e levará o espectador às lágrimas.
Sim, chorei.
(Miss You Already - 2015)
terça-feira, 5 de setembro de 2017
Annabelle 2: A Criação do Mal (2017)
O divertido em ver filmes de terror no cinema é sentir a reação das pessoas! E estar acompanhado de um cara metido a bravão e que na verdade morre de medo de filme de terror, fez minha sessão terror uma verdadeira comédia! Não que o filme deixe de assustar, ele assusta, mas quando sua companhia quase morre do coração, não tem como não cair na risada.
Aqui foi contado como o senhor Mullin criou a boneca Annabelle, como sua filha morreu, e como os Mullins se entregaram à tentação, para a qualquer custo manter contato com a filha morta. Deu no que deu. O mal surgiu e a boneca arrepiante está aí, em cartaz e fazendo sucesso.
Uma sequencia melhor que o primeiro filme.
(Annabelle: Creation - 2017)
domingo, 3 de setembro de 2017
Game of Thrones - Sétima Temporada (2017)
Apesar de já ter lido diversas críticas sobre esta sétima temporada, não tenho o que reclamar. Para mim, ¨Game of Thrones¨ tem mantido sua qualidade no desenrolar de sua história, respeitando sua audiência e conquistando cada vez mais fãs em todo o mundo.
Nesta sétima temporada, onde o objetivo maior foi reunir os reinos dos vivos para lutar contra o dos mortos e seu ¨rei da noite¨, o que mais me comoveu foi a junção dos irmãos Starks e a cumplicidade entre Sansa e Arya. Afinal, quando o inverno chega, o lobo solitário morre. Mas a alcateia sobrevive.
(Game of Thrones - The Complete Seventh Season - 2017)
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
Merlí - Primeira Temporada (2015)
O que esperar de uma série com episódios intitulados Os Peripatéticos, Platão, Aristóteles, Maquiavel, Sócrates, Schopenhauer, Foucault, Guy Debord, Epicuro, Os Sépticos, Os Sofistas, Hume e Nietzsche?
Espere muito! Ainda mais que cada episódio é deliciosamente acompanhado de uma bela melodia clássica, produção de primeiríssima qualidade!
Tudo aqui gira em torno do professor de filosofia Merlí, pai de Bruno, um de seus alunos. Através de diversos pensamentos filosóficos, o professor permeia a problemática que envolve cada aluno, como a si mesmo. Uma divertida aula de filosofia para quem se atreve a assistir. Uma aula que liberta!
Magnífico! Viva Merlí!
(Merlí - Primera Temporada - 2015)
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quinta-feira, 17 de agosto de 2017
Handsome Devil (2016)
estereótipo
substantivo masculino
1. gráf chapa ou clichê us. em estereotipia; estéreo, estereotipia.
2. p.met. gráf trabalho impresso com chapas de estereotipia.
3. algo que se adequa a um padrão fixo ou geral.
"A Vênus de Willendorf é um e. da mulher na arte paleolítica"
esse próprio padrão, ger. formado de ideias preconcebidas e alimentado pela falta de conhecimento real sobre o assunto em questão.
"o e. do amante latino"
ideia ou convicção classificatória preconcebida sobre alguém ou algo, resultante de expectativa, hábitos de julgamento ou falsas generalizações.
4. aquilo que é falto de originalidade; banalidade, lugar-comum, modelo, padrão básico.
¨Handsome Devil¨ não é um romance, é um filme sobre estereótipos, em que um garoto atleta tem que escolher entre seus desejos ou ser o campeão do time. Uma história bem contada, com alguns clichês, mas que vale a pena dar uma olhada.
(Handsome Devil - 2016)
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segunda-feira, 7 de agosto de 2017
Eu, Daniel Blake (2016)
¨Eu não quero mais falar com você. Não me mostre mais amor, porque isso iria me arrasar.¨
Estas são as palavras da personagem Katie (Hayley Squires) para Daniel (Dave Johns), quando ele descobre que ela se prostitui para conseguir sustentar sozinha seus dois filhos. Ela diz isto a ele não por recusar o amor de Daniel, mas por sentir-se desmerecedora deste amor. E não estamos falando aqui de amor romântico, mas sim de um amor altruísta e puro. Esta foi a cena que mais me comoveu neste filme, que aliás, se faz essencial para todos.
¨Eu, Daniel Blake¨ torna-se assim essencial, pois é um filme crítico, que nos mostra como o sistema ao qual fazemos parte é injusto e leva cada vez mais os necessitados à sua periferia e sem recurso algum que os ajudem a melhorar de vida. É um filme ríspido que tenta, às vezes, nos fazer rir, mas por tratar de uma realidade tão dura, mal conseguimos achar graça.
Ao assistir a entrevista do diretor Ken Loach ao programa Milênio da Globo News me interessei ainda mais a vê-lo. E sinceramente o recomendo, mesmo sabendo que serão poucos aqueles que admirarão esta obra com a grandeza que deve ser admirada.
(I, Daniel Blake - 2016)
sábado, 5 de agosto de 2017
Meu Malvado Favorito 3 (2017)
Fazia algum tempo que eu não ia ao cinema e em um sábado a tarde decidi ver este desenho acompanhado de uma amiga, afinal gostei muito dos dois primeiros filmes, detestei Minions, e fui conferir este terceiro. Realmente não me agradou...
Sabe aquelas novelas da Rede Globo que não tem mais um desfecho e o autor resolve desenterrar um irmão gêmeo do personagem principal, aquele que foi abandonado na infância... então, ¨Meu Malvado Favorito 3¨ não passa disso.
Aqui o ex-malvado Gru descobre que tem um irmão gêmeo, o Dru. E que quando seus pais se divorciaram e eles eram ainda bebês, um ficou com a mãe e o outro com o pai. É assim que Gru descobre sua origem malvada, tudo genética de seu pai!
Juntos Gru e Dru tem a missão de acabar com um malvado em comum, Balthazar Bratt. E é assim que este fraco terceiro filme se desenrola.
(Despicable Me 3 - 2017)
terça-feira, 1 de agosto de 2017
In a Heartbeat (2017)
Eu quero meu coração por inteiro!
¨In a Heartbeat¨ foi o primeiro curta-metragem em animação com temática GLS que assisti. E digo que é permitido para crianças com idade inferior a minha, então assistam! Muita fofura em 4 minutos!
(In a Heartbeat - 2017)
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domingo, 9 de julho de 2017
Misfits - Terceira Temporada (2011)
Nathan, o tonto da turma, foi retirado da série. Assim, sem mais nem menos. Isso já me desagradou... E foi substituído por outro personagem, tão tonto quanto ele, mas chato e irritante: Rudy.
O poder de Rudy é se duplicar, separando-se assim seu lado frio de seu lado sentimental. Os demais personagens continuaram na série, no entanto, com novos poderes. Poderes estes que são trocados a cada episódio, desfazendo assim a personalidade de cada personagem e descontinuando a narrativa da série, o que me desagradou ainda mais...
(Misfits - Series Three - 2011)
quarta-feira, 5 de julho de 2017
Misfits - Segunda Temporada (2010)
Agora que Nathan conhece seu superpoder, ser imortal, passa a não ter medo de nada, e assim fica cada vez mais tonto. Mas, como o período de serviço comunitário está acabando, a maior preocupação do grupo é a de como ganharão dinheiro futuramente e por isso tentam utilizar seus poderem com esse propósito.
Descobrem desta maneira que há um homem capaz de retirar seus superpoderes e que paga uma boa grana por isso. Resolvem então vendê-los e tornarem-se novamente seres humanos comuns. No entanto, imprevistos acontecem e eles são obrigados a reaver seus poderes, os quais não são mais os mesmos de antigamente.
Esta segunda temporada continuou tão boa e engraçada quanto a primeira, seguiremos para a terceira...
(Misfits - Series Two - 2010)
Misfits - Primeira Temporada (2009)
Este não é exatamente o tipo de seriado que me atrai, mas por certa curiosidade, surgida há anos, resolvi assistí-lo. Aqui, cinco jovens que prestam serviço comunitário, são atingidos por um raio e ganham super poderes.
Curtis consegue voltar no tempo, Simon fica invisível, Kelly lê pensamentos, Alisha consegue que outras pessoas se sintam sexualmente atraídas por ela através de seu toque, e Nathan, o mais tonto do grupo, não sabe qual é seu super poder até chegar o último episódio da temporada.
Posso dizer que me diverti assistindo esta série que me rendeu algumas risadas!
(Misfits - Series One - 2009)
quarta-feira, 28 de junho de 2017
Skam - Quarta e Última Temporada (2017)
Esta foi a última temporada de ¨Skam¨ onde o foco principal foi a personagem muçulmana Sana. Não posso deixar de dizer que este foi um dos melhores seriados que já ví, pois nele, a vida adolescente não foi abordada de forma superficial, afinal assuntos controversos estavam presentes a todo momento. A seguir transcrevo o discurso final feito pelo personagem Jonas à amiga Sana. Eles utilizaram a Teoria do Caos para formulá-lo, e em cena ficou tocante.
Querida Sana, este discurso é para você.
E se você nos convidou e está recebendo este discurso hoje, é porque isto derruba o presidente americano amanhã!
Vivemos em um mundo caótico onde é difícil de entender as regras. Por que algumas pessoas são pobres e outras ricas? Por que alguns tem que fugir, enquanto outros estão seguros? Por que algumas pessoas são jogadas na rua? E por que algumas vezes, quando você tenta fazer algo bom, ainda é visto com ódio?
Não é estranho que as pessoas desistam, que deixemos de acreditar no bem. Mas, obrigado por não desistir, Sana.
Porque, mesmo que algumas vezes pareça, nenhuma pessoa está sozinha. Todos e cada um de nós é uma peça importante nesse grande caos, e o que você faz hoje, terá efeito amanhã.
Pode ser difícil dizer exatamente qual tipo de efeito surtirá, e normalmente nem sempre podemos ver como tudo se conecta. Mas o efeito de suas ações permanecerá sempre em algum lugar nesse caos.
Pode ser que daqui 100 anos tenhamos máquinas que calculem o efeito de toda e qualquer ação. Mas até lá, nós podemos confiar no seguinte: O medo se espalha.
Mas, com sorte, o AMOR também!
Adeus ¨Skam¨, você não é uma vergonha para se assistir, mas sim um orgulho. Muito obrigado à criadora desta obra-prima da TV Norueguesa Julie Andem. Espero que as versões americana e japonesa sejam tão surpreendentes quanto foi a deste programa norueguês que ganhou o mundo! Amei assistí-lo, me tornei fã, e vou sentir saudades!
(Skam - The Complete Fourth Season - 2017)
domingo, 25 de junho de 2017
Before We Go (2014)
Cris Evans dirigiu e interpretou este filme. Nele ele é Nick, um músico de rua, que conhece Brooke (Alice Eve) no momento em que ela perde seu trem para Boston. Desta forma, para não deixá-la sozinha nas ruas de Manhattan, ele a acompanha e os dois passam a noite juntos, esperando o dia amanhecer, até que ela possa pegar o próximo trem.
Enquanto isto ambos conversam, vão se conhecendo, se descobrindo, num filme que me lembrou totalmente ¨Antes do Amanhecer¨. Como Cris Evans não é um diretor à altura de Richard Linklater, tenho que confessar que o filme deixa muito a desejar, se tornando até mesmo enfadonho. Nem mesmo o belo rosto de Evans faz valer a pena perder uma hora e meia para assistí-lo.
(Before We Go - 2014)
Corra! (2017)
Há uma fissura no rosto de mármore sorridente do liberalismo – o sociocultural, que não deve ser confundido com o econômico – norte-americano. É aquela cômoda posição que não se alinha claramente a nenhum lado do espectro (embora alguns insistam que é de esquerda, mas há controvérsias), fica no meio, confortavelmente encostado na obsessão com o politicamente correto. Corra!, escrito e dirigido por Jordan Peele, é capaz de expor essa hipocrisia como raros filmes conseguiram até hoje.
Uma combinação de drama familiar com terror, o filme é protagonizado por um jovem afro-americano que num final de semana vai conhecer a família de sua namorada. Há um desconforto por parte de Chris (Daniel Kaluuya), porque todos são brancos e ele, que bem conhece o racismo, pergunta a ela se contou para os pais que ele é negro. Espantada, Rose (Allison Williams) diz que isso não é um problema para os Armitage. “Meu pai votou no Obama duas vezes, e se pudesse votava uma terceira”, alega. Uma frase que será repetida no filme pelo próprio Dean Armitage (Bradley Whitford).
A chegada à casa luxuosa numa região afastada da cidade onde mora a família revela um universo à parte. São todos sorridentes e felizes. Além de Dean, também há Missy (Catherine Keener), a mãe de Rose, e logo chega Jeremy (Caleb Landry Jones), o irmão. Curiosamente, os únicos dois empregados são negros: Georgina (Betty Gabriel) e Walter (Marcus Henderson). Quando percebe o desconforto de Chris diante da situação, o patriarca logo explica que não é racista, que isso não é uma herança da escravidão, e praticamente diz: “Eles são da família” - o que mais tarde se revelará algo um tanto bizarro.
Por debaixo da superfície brilhante e polida dessa família, na qual quase todos são médicos, há algo digno de O Bebê de Rosemary ou As Esposas de Stepford (ambos criados pelo escritor Ira Levin). Aos poucos, uma trama que parece uma versão contemporânea de Adivinhe quem vem para jantar ganha contornos mais sinistros, quando Missy promete acabar com o vício de Chris de fumar usando hipnose.
Em uma festa repleta de figurões – todos brancos e com uma certa idade –, Chris é uma espécie de troféu racial exibido pelos Armitage, como prova de sua modernidade e mente aberta. Todo mundo sorri para ele e o olha com um ar condescendente de aceitação, fingindo que o rapaz é um deles – inclusive na cor da pele. Há apenas outro jovem afro-americano ali – interpretado com tino por Lakeith Stanfield –, cuja posição, como uma espécie de gigolô de luxo de uma matrona, apenas evidencia o ar de zumbificação que domina o seu olhar.
Corra! é um filme sobre os EUA pós-Obama, sobre as estruturas que permanecem por debaixo do verniz polido da falsa igualdade. Georgina e Walter são subservientes, como qualquer personagem escravo de ...E O Vento Levou, e, ainda assim, mostram-se conformados com essa condição. Sempre sorrindo e parecendo nunca piscarem, suas feições congeladas podem esconder algo, o que incomoda Chris o tempo todo.
O diretor e roteirista Peele joga com as expectativas do seu público, desde o prólogo, quando um jovem afro-americano anda por uma rua de subúrbio em alerta (cansado de saber que um negro sozinho à noite num bairro de classe média é visto com suspeita) até o final do filme, quando faz uma concessão a uma conclusão que poderia ser ainda mais forte. De qualquer forma, com Corra! (um título que pode tanto significar uma ameaça quanto um aviso), o cineasta realizou um dos terrores mais sagazes desde Corrente do Mal, capaz não apenas de assustar, como, especialmente, incomodar – e isso tem mais a ver com a questão social que aborda do que com os sustos que provoca.
Nomeado aos Oscar de Melhor Filme, Direção (Jordan Peele) e Ator (Daniel Kaluuya). Vencedor do Oscar de Roteiro Original.
(Get Out - 2017)
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Oscar 2018,
Vencedor do Oscar
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